0 Vamos economizar dinheiro?




Foto de Pinterest.


Oi! Vamos falar de coisa boa?

Dinheiro pode ser uma coisa muito boa... quando você TEM. No entanto, essa não é a realidade da maioria das pessoas. Isso pode ser em razão de uma renda baixa, mas também acontece por falta de organização de uma renda que deveria garantir uma vida razoável.

Eu não sou nenhuma especialista em guardar dinheiro e quem acompanhou o PROJETO POUPA LAÍS viu de perto essa minha relação complicada com as finanças, mas a minha vida tem cada vez mais sido direcionada no sentido de “cortar gastos” (especialmente desde que eu deixei meu emprego pra fazer mestrado) porque a cidade onde eu vivo está cada vez mais cara. O Rio de Janeiro está caro pra morar, pra comer, pra beber, pra se locomover, pra estudar e pra muitas outras coisas e é impossível continuar gastando como se nada estivesse mudando à minha volta.

É horrível sentir que seus próprios hábitos te sufocam financeiramente e eu imagino que muitos de vocês passem pelo mesmo problema. Por isso, resolvi procurar algumas dicas práticas (que fossem realmente muito fáceis de seguir) pra economizar dinheiro.

Como eu já disse em outro post, quanto mais você pensa em dinheiro, mais você tem dinheiro. O que eu quero dizer com isso? Que precisamos racionalizar o gasto de dinheiro. Ou seja, comprar com consciência e reduzir os gastos por impulso.

Isso é muito difícil. Não estou falando aqui com nenhuma propriedade, como se eu fosse capaz de fazer isso sem nenhum esforço. Afinal, somos humanos. Não existe um botão que a gente aperta e todos os nossos hábitos de consumo estão corrigidos. Não é uma ciência exata.E, aparentemente, é muito difícil encontrar aconselhamento financeiro que leve isso em conta. Uma coisa que me deixa meio aflita, por exemplo, é só encontrar dicas de economia que não condizem com a minha realidade ou a realidade das pessoas da minha idade. Eu não tenho sequer condições de ouvir falar em investimento... minha realidade simplesmente não comporta esse tipo de coisa. Eu preciso de métodos para conseguir gastar menos do que eu tenho, guardar dinheiro para realizar metas e viver uma vida relativamente normal (sem deixar de me divertir, tendo que abrir mão de tudo para economizar). Então, pensei em reunir neste post as dicas mais promissoras para pessoas com mais ou menos o mesmo estilo de vida que eu. Basicamente, jovens adultos.

Neste espírito (de jovem adulta que quer ter controle sobre as contas sem surtar), procurei alguns vídeos com ideias interessantes e POSSÍVEIS para economizar dinheiro. Prepare-se para essa viagem... hahaha!

“Essas coisas que você faz sem perceber são as que te fazem gastar mais dinheiro”





Antes de mais nada, você tem que assistir a esse vídeo. Acho que ele poderia ser a definição do que eu quero fazer com a minha vida financeira daqui pra frente. Nele, a Isabella, do Fotografando à Mesa, e a Stephanie, do Chez Noelle, dão dicas maravilhosas e supersimples pra economizar grana sem ficar paranoico. As melhores são:

* Ao receber o salário, pague logo todas as contas

* Faça rolês de dia em vez de fazer rolês de noite (o que no carioquês seria: saia de dia em vez de sair de noite)

* Pare de comer fora

* Anote todos os seus gastos


“É muito importante que você não fique com essa sensação de que tá preso em casa porque você não tem grana”





A Isa e a Sté também fizeram um vídeo muito bom com dicas específicas pra economizar nos rolês. Elas falam mais especificamente de São Paulo, mas há dicas que valem pra todo mundo. As mais legais são:

* Siga páginas e sites que anunciem rolês baratos

* Use o que a cidade tem para oferecer (parques, praças, praias, calçadões)

* Faça social na casa dos amigos

* Faça as refeições principais em casa e só tome um café ou uma sobremesa na rua

* Pesquise museus e centros culturais com entrada gratuita ou bem barata

* O mais importante são as pessoas e não o lugar


“Se você não precisa, não compra!”





A Nathalia, do Me Poupe, tem um canal especializado em dicas para economizar dinheiro e deu algumas bem úteis neste vídeo. Minhas preferidas são:

* Defina metas de curto,médio e longo prazo e coloque-as no papel

* Evite desperdiçar, compre a quantidade que realmente vai precisar usar ou comer

* Pesquise preços e peça desconto antes de comprar


“Se você tem dinheiro guardado, pague sua dívida”





A Fran do canal Fran Guarnieri é muito focada em metas e tem boas ideias para manter o saldo no azul. O mais interessante é que ela dá dicas para situações mais incômodas como dívidas ou gastos emergenciais. Vale a pena dar uma olhada nestas dicas:

* Faça um PMS (Patrimônio Mínimo de Sobrevivência)

* Foque primeiro em quitar suas dívidas e depois em juntar dinheiro

* Estipule metas de tempo e quantidade para guardar dinheiro


Eu também tenho algumas dicas pessoais que são pouco discutidas, mas que fazem uma diferença considerável:

* Cuide das suas coisas como se elas precisassem durar para sempre

Tudo o que está em bom estado, não precisará ser substituído tão cedo e isso significa menos gasto de dinheiro. Essa dica vale pra tudo: roupas, sapatos, bolsas, eletrônicos, eletrodomésticos e até mesmo um imóvel ou um carro. Se você usa, limpa e conserva de maneira correta, seus objetos vão durar muito mais e, melhor ainda, se você quiser se desfazer deles, poderá vendê-los por um preço razoável porque estarão em ótimo estado.


* Aprenda a consertar em vez de jogar fora

Quando eu era adolescente, o fecho da minha mochila quebrou. Adivinha o que eu fiz? Fiquei com muita raiva e joguei ela no lixo. Umas horas depois, quando meu pai foi jogar alguma coisa na lixeira viu que a mochila estava lá. Ele não disse nada, simplesmente pegou do lixo, limpou, consertou o fecho (que ele percebeu que estava quebrado) e me devolveu em perfeito estado. Nesse dia, eu morri de vergonha. Na minha ansiedade de poder gastar dinheiro comprando outra mochila, eu joguei uma mochila que eu adorava no lixo sem nem me preocupar se havia conserto pro defeito dela. Depois disso, eu usei a mochila por muitos anos e ela me acompanhou até durante a faculdade.

Espero que este “catálogo de dicas” tenha te inspirado a economizar dinheiro e, principalmente, usar sua renda de forma mais consciente. Lembrando: Ver muitas dicas assim reunidas pode ajudar, mas só se você fizer algo em relação a elas.

O mais importante é identificar as dicas que mais podem contribuir para o seu dia a dia e não esquecer de colocá-las em prática até que elas se tornem hábitos.

Minha próxima meta é desenhar um novo desafio de economia adaptado à minha realidade atual. Eu vou atualizar meus avanços aqui no blog sempre que possível. Com apoio, sempre fica mais fácil!

Se tiverem outras dicas e ideias de economia, não esqueçam de contar nos comentários!


Beijos

0 5 maneiras criativas de usar o Kindle!






Oi! Como vocês já devem imaginar, vida de mestranda(o) não é fácil. No entanto, sempre há algumas maneiras de deixar o dia a dia de estudos um pouco mais prático. A minha rotina de leitura ficou mais confortável e barata depois que eu comprei uma impressora e um e-reader.

Eu sei que é complicado dizer “barata” sobre essas aquisições, porque elas são, na verdade, bastante caras. Entretanto, apesar do alto investimento inicial, achei que o uso tem compensado muito o que eu costumava gastar em xerox e na dificuldade que eu tinha pra ler no computador.

Escolhi o Kindle Paperwhite por indicação de uma amiga (Marcelle <3) em julho desse ano e já estou superadaptada. Exceto aqueles textos que são “escaneados” e que ficam quase que impossibilitados de serem lidos (e, principalmente, marcados!) em aparelhos eletrônicos – aí, nesse caso, eu uso a minha impressora – o Kindle tem sido meu companheiro número um de leitura.

Ah, quero fazer uma pequena observação! Se você tem uma impressora HP (não sei dizer se essa dica é válida também para outras marcas, mas vale pesquisar), adquira sempre que possível o cartucho em tamanho XL (extra-grande). Comprei meu cartucho preto XL junto com a impressora, uma HP Deskjet 3636 há vários meses atrás e só essa semana ele deu seu último suspiro. Acho que valeu muito mais a pena pagar um pouco a mais porque o número de páginas que esse cartucho imprime é até três vezes superior ao número de páginas produzidas pelo cartucho padrão. Fica a dica! [vale lembrar: este post não é uma propaganda!]

Voltando ao Kindle, depois que dominei as funções originais, fiquei pensando se não seria possível aplicar o potencial dele para outras atividades. Por conta disso, fui pesquisar maneiras criativas de usar o e-reader além da leitura e achei algumas ideias bem interessantes que vou compartilhar com vocês agora.


1ª dica: Revisar trabalhos
Depois de passar dias, às vezes meses, escrevendo um trabalho acadêmico ou profissional, é comum deixar alguns erros ou frases estranhas passarem batido. Por isso, o processo de revisão é essencial para ter certeza de que seu trabalho está perfeito. Por que não enviar seu trabalho para o Kindle para fazer a leitura final? Às vezes, no computador, já lemos com aquela pressa e ansiedade de caçar erros e editar imediatamente e nossa percepção do texto como um todo fica prejudicada. Ao ler o trabalho no Kindle, você se concentra em fazer uma leitura detalhada e escrever comentários sobre o que deve ser editado e até sobre novas ideias a serem incluídas. Assim, na hora de mexer no arquivo final, você pode olhar os comentários que você fez e decidir o que realmente vai e o que fica.


2ª dica: Roteiro de apresentações
Para fazer apresentações acadêmicas e profissionais, é bem comum o uso de um roteiro (especialmente em tópicos) que sirva de guia para sua fala. O Kindle pode ser uma boa ferramenta para este tipo de documento! Além de não precisar imprimir esse arquivo que você, provavelmente, só vai usar uma vez, você não corre o risco de se enrolar caso sua caligrafia seja meio complicada de ler (como a minha!). Divida os assuntos por páginas e com um toque na tela, você vai passando pelos tópicos e ainda evita aquela confusão de papéis fora de ordem. 








Se   você vai fazer sua apresentação com ajuda de um arquivo Power Point, também pode enviar seus slides para o Kindle. Assim, você evita ter que ficar se virando de costas pro público para conseguir ler seus slides (geralmente a projeção fica atrás de quem está apresentando). Você vai se sentir tão confortável, que vai parecer que está dando uma TED Talk! Haha... pequeno exagero.


3ª dica: Flashcards
Precisa estudar para uma prova e tem muitos conceitos para decorar? Use seu Kindle como um depósito de Flashcards. Use duas páginas para cada conceito. Na primeira, escreva seu nome em letras grandes (pode ser também uma pergunta). Na segunda, adicione seu significado (ou a resposta da pergunta) conforme você precisa fixar. Ao estudar, tente responder mentalmente ou em voz alta antes de verificar a definição ou a resposta na tela seguinte. Este método é muito legal também se você estiver estudando em dupla.





4ª dica: Informações de viagem
Se você vai viajar, provavelmente vai levar seu Kindle para fazer alguma leituras durante o voo, então pode aproveitar para “carregar” nele todas as suas informações de viagem: roteiros, números de reserva, telefones e endereços importantes, guias de viagem (em formato e-book), listas de compras e de gastos, aquele documento com as regras do seguro de viagem (que geralmente é um calhamaço de papel gigante que faz um super volume na bolsa) e o que mais você precisar. Além de economizar espaço e peso, você fica menos propenso a perder alguns destes papéis. Lembre-se sempre de incluir nestes arquivos de viagem fotos dos seus documentos e das suas malas (neste caso, por dentro e por fora). Elas podem ser bem úteis em caso de perda ou roubo destes itens. O seu celular pode até servir pra essa função, mas ele não tem a bateria duradoura do Kindle.
















5ª dica: Você sabia que seu Kindle faz screenshots?

Esse é um recurso que descobri há pouquíssimo tempo! O screenshot nada mais é do que aquele famoso “print da tela”. No gif abaixo, você vê como é fácil fazer um screenshot no Kindle. Para acessá-lo, conecte-o ao computador através do cabo USB e encontre-o na pasta geral.






Espero que você tenha curtido estas ideias e possa colocá-las em prática! Se conhece outras formas interessantes e inesperadas de usar o Kindle, conte nos comentários!

Beijos!

0 BULLET JOURNAL: o guia definitivo



Foto de Buzzfeed.

“Como é possível sentir tanto amor por um objeto?”

Foi exatamente isso que a Bárbara, minha amiga, disse quando viu o meu bullet journal pela primeira vez. Pra quem, como nós, tem um certo apego com artigos de papelaria, é muito fácil perceber o quão gostoso/criativo pode ser fazer um bullet journal. No entanto, se você não compartilha de tamanha empolgação por... papel e canetas (hahaha!), mas precisa de um modo prático de organizar sua vida, sugiro que você não desista por aqui e dê uma chance a este método!

O bullet journal, que podemos traduzir para algo como “diário em tópicos” foi criado pelo Ryan Carroll. O bullet journal é uma mistura de calendário, agenda, bloco de notas, controle de hábitos, diário e o que mais você quiser e precisar. [Aqui, o Carroll dá uma entrevista bem legal sobre o desenvolvimento do método de bullet journal e sobre como as pessoas estão adaptando a proposta às suas realidades.] Embora seja superinteressante estudar e entender o método original sugerido pelo Carroll, em minha opinião, o real valor do bullet journal não está realmente no que o Carroll construiu, mas sim no que ele desconstruiu.

O que eu quero dizer com isso é que embora o Carroll ou qualquer outra pessoa que use um bulet journal possa te apresentar dezenas de formas eficientes de estruturar o seu bullet journal, só você (talvez depois de um tempinho de uso) vai saber reconhecer as formas que se adaptam melhor à sua rotina e às suas necessidades. Pra mim, toda a eficiência do bullet journal pode ser simplesmente resumida em uma palavra: versatilidade.

Eu sempre fui aquela pessoa que tinha MUITA COISA pra escrever porque: 1) a minha cabeça não para; e 2)  eu tenho uma memória muito confusa (em resumo: lembro de coisas inúteis, esqueço coisas úteis).















Foto de Little Study Spot.

Apesar disso, o ato de usar uma agenda nunca foi eficiente pra mim. Quantas vezes eu não comecei o ano empolgada com uma agenda linda e abandonei a pobre coitada em fevereiro? Milhares de vezes! A minha rotina não pede uma agenda. Meus compromissos que têm dias marcados não são tão frequentes assim para ocupar 365 páginas de agenda por ano. E os meus dias são desnivelados de forma que às vezes eu realizo 10 tarefas importantes em um único dia e passo 3 sem realizar nenhuma tarefa pré-determinada. Ou seja, eu tinha muito pra escrever, mas em páginas que estavam previamente designadas para outra função, ou seja, compromissos. Eu precisava anotar ideias, listas de compras, senhas, músicas e filmes que eu queria ver/ouvir, e isso ficava simplesmente perdido ali no meio porque a estrutura era ruim.

Hoje, nós vivemos em uma realidade na qual nosso maior problema não é a falta de informação, mas sim o excesso. O ritmo no qual somos atingidos pela informação é extremamente acelerado e não há mais aquela preocupação sobre como descobrir as coisas. Se você passa 10 minutos no Facebook, ou qualquer outra rede social, você já sai do aplicativo sabendo de umas 200 notícias (umas 50 repetidas) que você nem se esforçou pra encontrar. A informação está ali... exposta... empilhada... e nem vou entrar no mérito de questionar a qualidade com a qual essa informação é produzida ou apresentada. Isso é outra história! O importante aqui é entender que a maior dificuldade, hoje, não é encontrar informação, mas sim saber o que fazer com ela.

Em resumo: o cérebro não aguenta! Nós precisamos de ajuda para selecionar e canalizar essa quantidade absurda de conteúdo e a forma mais eficiente (e que pode ser também muito prazerosa) é o PAPEL. Às vezes, você pode usar um super-mega-blaster programa/aplicativo que vai ter mil opções e links e cores e imagens, mas é exatamente no papel (e nas formas que você mesmo constrói sobre ele) que habita aquele conforto de saber que ali o controle é todo seu. O bullet journal proporciona exatamente isso em termos de organização, pois ele é um espaço que, embora limitado, está totalmente a seu comando.



**Colocando a mão na massa**
























Foto de Bullet Journal

Como eu disse acima, o que é mais maravilhoso no bullet journal é que você pode (e deve!) moldá-lo às suas necessidades. No entanto, sempre é bom ter uma ajudinha ou alguma ideia pra dar aquele pontapé inicial. Vamos lá!

1ª dica: escolha um bom caderno e boas canetas
Ter uma boa ferramenta sempre colabora para o sucesso de qualquer tarefa. É importante pensar no que vai te ajudar mais na hora de selecionar o caderno ideal. Pra mim, foram importantes as seguintes categorias:

- Tamanho: eu queria um caderno pequeno que eu pudesse levar facilmente em quase todas as minhas bolsas. Embora fácil de carregar, uma desvantagem do caderno pequeno é que ele não é tão confortável para escrever, mas isso é um problema que superei com algumas semanas de uso. Se você não pretende transportar muito o seu BJ, pode optar por um caderno maior sem nenhum problema.

- Qualidade: eu queria também um caderno que fosse durável e resistente. E também que tivesse páginas com papel de qualidade que não vazasse nem manchasse facilmente com a tinta da caneta. Por isso, optei por um Moleskine. Ele é bastante caro e embora tenha uma qualidade absurda, pode ser substituído por outras marcas se você não tem muito apego com esse tipo de objeto. A Cícero, por exemplo, tem ótimos cadernos que já usei e recomendo fortemente. [só pra avisar, isso não é um post publicitário, ok?!]

- Tipo de página: O tipo de página é uma característica muito importante pra quem está escolhendo um caderno para bullet journal, então fique atento: geralmente, as marcas disponibilizam cadernos com 4 tipos diferentes de páginas: em branco, pautadas, pontilhadas e quadriculadas. A principal questão que você tem que levar em conta é o quanto esses formatos vão te ajudar na hora de “desenhar” as estruturas do seu bullet journal. Na minha visão, as páginas em branco e pautadas são as menos eficientes. A pautada porque é muito engessada, eficiente apenas para texto corrido, o que não é o caso do bullet journal, e a página branca porque você vai ficar mais dependente de ter sempre uma régua para não acabar com linhas tortas. Os formatos pontilhado e quadriculado são ideais para o bullet journal porque eles permitem variadas organizações. Eu escolhi o quadriculado porque ele já tem linhas verticais e horizontais e se eu quiser fazer tabelas, é só passar a caneta por cima delas.






Foto de Pinterest.


- Sobre as canetas: Escolha uma (ou várias canetas) que te proporcionem uma escrita confortável. Esta é uma escolha bem pessoal. Eu gosto de caneta com pota bem fina e queria variar as cores, então tenho usado canetas Stabilo. Teste antes em uma folha no fim do caderno pra ter certeza de que sua caneta não mancha e nem vaza para a parte de trás do papel.

2ª dica: comece pelo índice
Reflita por algum tempo sobre o tipo de conteúdo que você quer documentar no seu bullet journal. Digamos que você precisa ter uma visão mais clara sobre o presente, o passado e o futuro (essa é a principal função do bullet journal!) sobre itens como: compromissos, contas a pagar e exercícios físicos. Ou, suas prioridades podem ser, por exemplo: trabalhos da faculdade, lista de livros a comprar e exames médicos.

Esses são apenas alguns exemplos. Você pode começar o seu bullet journal com um único item no índice ou com cinco, dez, vinte, quantos você quiser. O método de Carroll consiste em numerar todas as páginas do seu caderno e sinalizar no índice quais são as páginas correspondentes àquele tópico. Por exemplo:

- Compromissos; pp. 1-15
- Contas a pagar; pp. 16-20
- Exercícios; pp. 21-35

Quando preencher todas as páginas do item Compromissos, reserve mais algumas páginas após o último item (no caso, Exercícios) e sinalize novamente no índice:


- Compromissos; pp. 1-15; 36-50
- Contas a pagar; pp. 16-20; 51-65
- Exercícios; pp. 21-35; 66-80

Assim, você saberá que têm informações referentes ao item Compromissos da página 1 à página 15 e também da página 36 à página 50 e assim por diante. Por isso, não se preocupe em definir o número exato de páginas que vai precisar, porque você sempre pode "reabrir"/"recomeçar" uma seção cujo número de páginas já tenha se esgotado.






























Foto de Boho Berry.

No meu caso, achei a tarefa de numerar páginas um tanto chata e preferi fazer um esquema de cores como na foto acima. Na frente de cada item, desenhei um quadrinho (cada item pintado de cores diferentes), então as páginas referentes a este item têm o canto inferior externo pintado da cor correspondente. Por exemplo, na frente do meu item Controle Mensal tem um quadrinho verde-limão e todas as páginas com a cantoneira pintada de verde-limão correspondem a este item.

3ª dica: ensaie alguns formatos
Antes de escolher como organizar as informações nas suas páginas, ensaie à lápis (ou com caneta mesmo em algum papel solto) alguns formatos. O tipo de conteúdo que você quer estruturar nesta seção fica melhor em lista? em gráfico? em tabela? A melhor maneira de saber é fazer um rascunho.

4ª dica: não tente reinventar a roda
Uma vez que você já esteja habituada/habituado a usar o bullet journal, dezenas de ideias vão surgir e você vai descobrir novos usos a cada dia. Até lá, é super justo “roubar ideias” de outras pessoas! O Pinterest, o Instagram, o Youtube e o Buzzfeed são ótimas fontes para encontrar modelos para BJ.


Apenas admire estas belas ideias:


** Para controlar seus hábitos e tarefas**







































Foto de Boho Berry.

Essa foto acima reproduz mais ou menos o modelo que usei no meu item Controle Mensal. Na primeira página, coloquei o calendário com os compromissos que têm dia e hora definidos. Na segunda página, posicionei as tarefas e objetivos que podem ser realizados de maneira flexível, sem data nem hora pré-definidos. O que não é realizado em um mês, entra na lista do mês seguinte.






Uma foto publicada por HeyThisisLya~🌸 (@heythisislya) em




Uma foto publicada por Helle Sangfugl (@sangfuglen) em


**Para não esquecer sonhos e projetos**


Foto de Secret Diary of a Med Student.



**Para trocar letras por símbolos**





5ª dica: tente não pensar e nem se preocupar muito
Estas fotos são incríveis e, sem dúvida, todos nós gostaríamos de ter um bullet journal perfeito e incrivelmente fotogênico. Entretanto, vivemos uma vida muito agitada ou nem temos tanto talento para reproduzir com perfeição estas obras de arte. Isso NÃO deve ser uma preocupação pra você! É absolutamente normal errar, ou mudar de ideia no meio do caminho. Eu mesma tenho palavra que começa em preto e termina em vermelho simplesmente porque a tinta da caneta acabou. Essa é a beleza da VIDA REAL! Não tenha medo de arriscar e testar novos formatos, cores, caligrafias... o céu é o limite. E não se esqueça que o bullet journal existe para facilitar sua vida, é ele que tem que ser bom pra você e não você que tem que ser bom pra ele (hahaha... grande filosofia!). Por isso, tira da sua cabeça essa pressão toda e apenas faça! Se ficar feio, paciência. Se ficar impossível de usar, tem sempre outra página. Vida que segue!

6ª dica: mescle obrigação e diversão
A grande sacada do bullet journal é que ele te permite armazenar e acessar as informações que são importantes pra você de maneira rápida e organizada. No entanto, essas informações não precisam se restringir a obrigações e tarefas chatas. Crie algumas seções divertidas que façam você relaxar por alguns minutos quando decidir preenchê-las. As minhas seções favoritas no meu bullet journal são Aprendizados (onde eu escrevo algumas reflexões que me ocorreram recentemente, frases que me motivam, etc.), Desafios (onde eu faço desafios pra mim mesma como por exemplo “100 dias sem tomar Coca-cola”. No final do período passado no mestrado, eu tinha três trabalhos relativamente grandes pra fazer em menos de um mês e controlei os prazos em forma de desafio, que eu chamei de “três artigos em menos de um mês”) e Wishlist (onde eu escrevo meus sonhos não-materiais e objetivos que quero realizar divididos em três categorias “Quero fazer em 2016”, “Quero fazer antes dos 30” e “Quero fazer na vida”).

Uau! Eu sei que depois de toda essa informação, parece muita coisa a se pensar, mas a verdade é que fazer um bullet journal é uma atividade muito muito muito apaixonante e, claro, muito viciante. Depois de um tempo, você passa a se enxergar ali e o caderninho passa a se tornar um registro de todas as áreas da sua vida. Para resumir todas as dicas em apenas uma, eu diria: comece de forma simples e despretensiosa e vá se aprimorando aos poucos. 

Espero que você tenha gostado destas dicas! E, se gostou, não deixe de compartilhar com suas amigas e amigos. Se quer ver mais posts relacionados à bullet journal, papelaria, etc, não se esqueça de deixar suas sugestões e pedidos nos comentários!


Beijos!