4 Série Estudando Fora - Edição França




Oi! Se você segue a página do Books, brownies and beyond no Facebook, já sabe que eu havia prometido uma série sobre intercâmbio aqui no blog!

Estudar fora é um grande sonho pra muita gente, mas diversas vezes desistimos por achar que é algo muito difícil, muito caro, muito inacessível. Esta série é pra te convencer de que, sim, é possível fazer um intercâmbio ou mesmo um mestrado fora do Brasil. Claro que isso exige preparo, dedicação e um pouquinho de aperto financeiro, mas com certeza vale a pena!

Para dar uma forcinha no seu sonho (e meu também!), eu pedi a três amigos meus que estão estudando fora do Brasil que contassem um pouco sobre como é a experiência de estudar na Alemanha, na França e na Inglaterra!

Eu admito que fiquei super curiosa pra saber o que eles iam dizer e aproveitei pra perguntar coisas que eu sempre quis saber, mas nunca tinha perguntado. Pra facilitar, dividi as informações em três etapas: Perfil, Acadêmico e Cultural.

Hoje, com muita alegria eu compartilho aqui as resposta do Thales Moraes, meu grande amigo =) , que está estudando na França. Nós estudamos Relações Internacionais juntos na UFRJ e eu juro, ele era a pessoa mais popular, querida e genial da minha turma!

Espero que vocês gostem e matem a curiosidade. E, claro, deixem muitas dúvidas e perguntas nos comentários. Vamos adorar respondê-las!

Fique de olho que nas próximas semanas também teremos os posts sobre a Alemanha e a Inglaterra.

Um beijo!

Laís



***Estudando na França***



Perfil

Nome: Thales Moraes da Silva

Idade: 23

País e cidade onde está morando: Paris, França.

Universidade onde você está estudando: Instituto de Estudos Políticos de Paris (SciencesPo)

O nome do seu curso: Ciência Política – Relações Internacionais

Marque uma das opções abaixo:

[  ]intercâmbio da graduação  [ x ]mestrado

Acadêmico

Você sempre quis estudar fora do Brasil?
R.: Sim, desde jovem eu tinha vontade de estudar fora. Em 2011, aos 19 anos, durante a graduação, fiz um semestre de intercâmbio na Universidade de Nantes, na França. A experiência me deixou com mais vontade ainda de voltar ao país para passar um período mais longo. Dentre outros motivos, foi por isso que, ao terminar a faculdade no Rio, enviei uma candidatura de mestrado para cá.

Qual foi a maior diferença que você notou entre estudar no Brasil e estudar no país onde está agora? Quais foram as maiores dificuldades?
R.: Não saberia dizer qual foi A maior diferença, mas posso mencionar algumas. Em primeiro lugar, a dinâmica das aulas. Na França, as aulas começam e terminam quase sempre pontualmente. Os alunos também devem ser pontuais. Atrasos são muito mal vistos. Aliás, na SciencesPo, no sistema de controle de presença que o professor acessa pelo computador, há as opções “presente”, “ausente” e “atrasado”. Outro aspecto curioso é que os alunos não saem de sala durante a aula, e estas geralmente duram 2 horas. Além disso, é costume os alunos levarem seus notebooks para o curso e digitarem tudo o que o professor fala. É como se eles fizessem uma transcrição da fala do professor.

Em segundo lugar, a relação entre alunos e professores. Comparada com o que temos no Brasil, a relação aqui é bem mais hierarquizada e formal. Os alunos não podem, por exemplo, chamar o professor de “você” (tu), apenas de “senhor” (vous). Em geral, está fora de cogitação adicionar professor no Facebook, ir à casa do professor, ir ao bar com um professor, ou seja, estabelecer uma relação de proximidade ou amizade fora da universidade.
Em terceiro lugar, o método de trabalho. Na França, trabalhos escritos e apresentações orais são bem mais “enquadrados” do que no Brasil. É preciso seguir planos bem determinados e estruturados (introdução, 2 ou 3 partes, 2 ou 3 subpartes, conclusão...). Parece-me herança de uma tradição cartesiana. E isso impõe certas dificuldades. Sinto falta da flexibilidade e da liberdade que tinha nas apresentações e nos trabalhos no Brasil.

Outra curiosidade: segundo o sistema de notação francês, é extremamente raro que um aluno obtenha a nota máxima. Na França, a nota vai de 0 a 20 (e não de o a 10, como no Brasil). Pelo que vi, as notas geralmente ficam entre 10 e 15. Tirar 16 já é algo muito bom! Lembro-me de uma vez em que, numa aula de francês para estrangeiros, após fazer vários elogios à apresentação de um aluno austríaco, a professora lhe deu nota 14. O aluno perguntou à professora porque a nota era 14 se ela disse que o trabalho estava muito bom. A professora respondeu que 14 já era uma nota muito boa!

Por fim, saliento que, em relação à formação intelectual, considero que os cursos que fiz no Brasil (Ciências Sociais na UERJ e Relações Internacionais na UFRJ) foram tão bons quanto os cursos que fiz aqui na França, tanto no que concerne às leituras quanto à qualidade dos professores. A vantagem aqui na França é uma melhor estrutura física da universidade, com excelentes instalações e bibliotecas.

O pessoal na universidade foi receptivo?
R.: Já tinha feito intercâmbio na França em 2011 (um semestre em Nantes), e praticamente não consegui estabelecer contato com os “nativos” na faculdade. Lembro-me de ter ficado desapontado com a falta de interesse dos franceses em relação aos estudantes estrangeiros. Tirando algumas raríssimas exceções, eles não falavam conosco, não nos perguntavam nada, nem nos ofereciam ajuda. Talvez um dos motivos para essa falta de integração tenha sido o fato de eu ter feito matérias com várias turmas diferentes, de modo que eu só encontrava os mesmos grupos de pessoas uma ou duas vezes por semana.

Dessa vez, para minha grata surpresa, o pessoal foi bastante receptivo. Estou numa turma de mestrado de 21 alunos, 7 dos quais estrangeiros. Por fazermos todas as matérias juntos, nos vemos diariamente, o que certamente ajuda na criação de laços. Além disso, a maioria dos franceses já fez intercâmbio, tendo passado pela experiência de estar na nossa pele.

Lembro-me que no primeiro dia de aula, após uma reunião com os professores do curso, uma francesa e um francês vieram falar comigo e perguntar de onde eu era. Fiquei feliz com aquela demonstração de curiosidade. Em seguida, outro francês sugeriu que fossemos para um café (programa bem parisiense!). Com o passar do tempo, a interação se intensificou e a minha boa impressão inicial foi se confirmando. Hoje, após 4 meses de aula, sinto-me bastante integrado, fazendo parte inclusive de um grupo de colegas composto por 5 franceses. Duas colegas me passaram suas anotações do curso para eu poder estudar (já que não consigo anotar tudo o que professor diz em aula), nos reunimos na casa uns dos outros, vamos ao cinema juntos, à biblioteca, enfim, ampliamos a relação para além dos muros da universidade.

O que as pessoas daí acham do Brasil?
R.: O Brasil está muito presente no imaginário francês, talvez tanto quanto a França (sobretudo Paris) esteja presente no imaginário brasileiro. Os franceses têm uma imagem muito positiva do Brasil, e várias vezes já me aconteceu de franceses me perguntarem de onde eu era e, após eu dizer que vinha do Brasil, eles sorrirem. Isso aconteceu inclusive com uma policial que me parou e pediu meus documentos no aeroporto. Quando entreguei meu passaporte, ela o olhou e me disse: “Ah, você é brasileiro?”, e abriu um sorriso! Quando digo então que sou do Rio, a reação geralmente é um suspiro apaixonado seguido de um “Que legal!”, “Que máximo!”...

Isso não significa que os franceses em geral conheçam bem o Brasil. Sabe aquele negócio de acharem que falamos espanhol? Já presenciei algumas vezes! O que está presente em seu imaginário são os estereótipos de um país com natureza exuberante, com belas mulheres, bom no futebol, com um povo alegre, simpático e que sabe fazer festa! De todo modo, tais clichês compõem uma imagem positiva de nós.

Quais são as dicas que você dá para os brasileiros que querem estudar fora do Brasil?
R.: Informar-se bastante a respeito da faculdade e dos cursos, e também se informar bastante sobre o país e sobre a cidade. Ler relatos de outros estudantes e conversar com eles é bastante útil. Há blogs e páginas no Facebook onde as pessoas compartilham suas experiências. Isso pode fornecer uma prévia do que encontraremos no exterior. Ademais, não hesitar em ativar sua rede de contatos, falando com conhecidos, amigos, amigos de amigos e por aí vai para conseguir ajudas e esclarecimentos!

Cultural

Como foi o processo de mudança?
R.: Meu processo de mudança começou com toda a papelada administrativa para obtenção do visto. Ao mesmo tempo, minha grande preocupação era encontrar um alojamento, se possível não exorbitantemente caro, e, no melhor dos casos, bem localizado. Entrei em contato com amigos franceses do Brasil e da França para ver se eles conheciam alguém em Paris disposto a me alugar um quarto. Como fiquei com uma família em Nantes, pensei em repetir a experiência em Paris. Entretanto, a única possibilidade mais concreta de que tive notícia (uma amiga de uma amiga que alugava o quarto do filho, pois este tinha se mudado da França), desmanchou-se quando a pessoa me avisou que a ocupante atual do quarto tinha decidido prolongar sua estadia. O tempo passava e a preocupação aumentava. Faltando pouco mais de 1 mês para a mudança, recebi um e-mail da minha universidade dizendo que eles poderiam reservar um quarto para mim na Cidade Internacional Universitária de Paris. Fiquei bastante aliviado! Além disso, a Cidade Universitária de Paris é um lugar absolutamente fantástico! Tive bastante sorte! É sempre válido conferir se a universidade consegue reservar alojamento para os estudantes estrangeiros. Isso é uma mão na roda!

Em seguida, comecei a pensar no que eu levaria, afinal de contas, seria uma viagem de 2 anos. Trouxe muitas roupas, mas não esvaziei meu guarda roupa. Uma das minhas grandes lamentações foi o fato de não poder trazer meus livros (só trouxe 10). Viajei com uma mala grande, uma média e uma pequena, além da mochila.

Cheguei a Paris dia 15 de agosto, mas no mesmo dia peguei um trem para encontrar minha “família francesa” no Oeste e passar uns 12 dias com eles. Antes, porém, deixei minha grande mala na casa da amiga de uma amiga em Paris, para não ter que viajar de trem com 3 malas e uma mochila. Ter passado os primeiros dias com pessoas conhecidas e queridas foi muito importante para facilitar minha transição. Só voltei para Paris no dia 28, ficando ainda alguns dias na casa daquela amiga da minha amiga onde deixei a minha mala. Isto porque meu alojamento só estaria disponível a partir de 1º de setembro. Nesta data, finalmente, instalei-me no meu quarto, e nesse mesmo dia comecei a faculdade. Os dias que se seguiram foram bem intensos, pois tive que resolver muitas coisas práticas, como abrir conta em banco, enviar documentos para o escritório de imigração, comprar um chip de celular, fazer a carta de transporte, fazer um plano de saúde estudantil, comprar utensílios para o quarto (panelas, pratos, talheres, além de comida, claro!) etc. Isso sem contar a ambientação na nova universidade, as aulas e os textos que eu já tinha para ler! É um período também em que todo dia conhecemos gente nova! Enfim, o começo do intercâmbio geralmente é bem agitado! É preciso manter a calma e ir resolvendo o que tiver que se resolvido! Com o passar do tempo, e o tempo passa depressa!, as coisas começam a entrar nos seus eixos!

Quais são as diferenças culturais mais marcantes entre o Brasil e o país onde você está?
R.: Para mim, as diferenças mais marcantes, sendo muitas vezes sutis, estão nos códigos de sociabilidade. Os franceses em geral são mais fechados e “frios” do que os brasileiros, o que pode nos causar dificuldades não apenas numa primeira aproximação como também na manutenção da relação. Não é comum as pessoas puxarem papo no metrô, dentro do ônibus, em filas de espera... Cumprimentos que envolvam contato físico, como beijos e abraços, também são menos comuns do que no Brasil. Mas, uma vez que você consegue estabelecer certo grau de relação, eles são realmente “amigos”, no sentido de te ajudar e se preocupar com você. Gostam de nos receber em suas casas e passar momentos juntos. Aliás, tenho muitos amigos franceses que conhecem o Brasil por já terem estudado ou trabalhado lá, e quase todos dizem que é muito fácil estabelecer um contato inicial com os brasileiros, mas que é muito difícil criar verdadeiros laços de amizade. Segundo eles, as relações no Brasil são “superficiais”. O que acho mais interessante de tudo isso é que, de fato, os significados de “amizade” e “amigo”, bem como as relações que isso pressupõe, não são os mesmos no Brasil e na França. É preciso estar aberto a essas diferenças culturais e não esperar que os franceses ajam e se comportem como os brasileiros.

Paralelamente a isso, os franceses são muito polidos, utilizando sempre palavras e expressões como “bom dia”, “por favor”, “perdão”, “com licença”, “desculpe-me”, “tenha uma boa noite” etc. É preciso também estar atento a certas formalidades, uma vez que não podemos tratar por “você” professores, atendentes de lojas, garçons e pessoas que não conhecemos em geral.

Qual o feriado/festa nacional mais divertido/interessante no país onde você está?
R.: Em junho, durante o verão, ocorre a “Fête de la Musique”, evento cultural no qual vários artistas e grupos amadores se apresentam em palcos espalhados pelas ruas e praças da cidade. Descobri esse evento em 2011, quando estava em Nantes, e achei bem interessante. Já este ano conheci a “Journée du Patrimoine”, que é um fim de semana de setembro no qual milhares de lugares privados e públicos são abertos à visitação, de museus até embaixadas e prédios oficiais. Aproveitei para fazer o chamado “Circuito do Poder”, conhecendo o palácio do Ministério das Relações Exteriores, a Assembleia Nacional, o escritório do Primeiro-Ministro (Matignon), além de outros prédios ministeriais. Mas confesso que um dos eventos que mais aguardo para conferir aqui em Paris é o 14 de julho (Festa nacional), quando se comemora a tomada da Bastilha e há uma belíssima queima de fogos na Torre Eiffel!

Como é o custo de vida no país?
R.: O custo de vida na França varia bastante entre Paris e as demais cidades. Em Paris, o mais caro é o preço dos alugueis/alojamentos. Pequenos quartos ou estúdios de uns 10 ou 15m² podem facilmente custar em torno de 500 euros mensais! Comer fora, em restaurantes, também não costuma ser barato. Do resto, não considero que o custo de vida em Paris seja mais caro do que o custo de vida no Rio. Em relação ao transporte, por exemplo, é possível gastar menos aqui do que no Rio, pois existem cartas de transporte mensais com desconto para jovens e estudantes (36 euros por mês). Aliás, é possível ter uma ajuda do governo para o aluguel também. Essa ajuda pode chegar a mais de 100 euros por mês. Já nas outras cidades da França, como Nantes, Bordeaux, Toulouse, Lyon, Lille, o custo de vida é consideravelmente menor do que em Paris, sobretudo em função do alojamento. Conseguir uma vaga numa Cidade Universitária ou num alojamento estudantil diminui as despesas. Embora Paris seja fantástica, aconselho igualmente as outras cidades francesas, sobretudo para quem não tem bolsa e/ou tem um orçamento apertado.

Onde você está morando? Aluguel, alojamento, residência estudantil etc.?
R.: Na Cidade Internacional Universitária de Paris.

Quais os lugares que você mais gosta de visitar aí?
R.: Gosto de caminhar à beira do Sena e passear pelo pátio do Louvre e pela Avenida Champs Elysées. Gosto muito de ir a museus também, e aqui na França, sendo estudante com menos de 26 anos, a entrada em vários museus é gratuita. Mas meu passeio preferido em Paris é ir ver e admirar a Torre Eiffel!

O que você mais gosta de comer aí?
R.: Antes de vir para a França, temia que não fosse gostar da comida francesa. Grande engano! A comida aqui é maravilhosa, sobretudo as massas, os pães, os doces e os croissants. No geral, acho que os franceses possuem uma alimentação bem diversificada e equilibrada. Quando morava com uma família francesa em Nantes, havia geralmente um prato de entrada, um prato principal, a rodada de queijos e a sobremesa. Essa fórmula de “entrada + prato principal + sobremesa” também existe nos restaurantes universitários, onde, aliás, é possível comer bem pagando pouco (3 euros). Enfim, gosto de comer pães, queijos (meu preferido é o Comté!), iogurte de frutas, dentre várias outras coisas!

Como você se locomove até a universidade ou outros lugares? 
R.: Costumo ir à universidade de metrô, embora prefira ir de ônibus para admirar a paisagem. Gosto bastante de ir aos lugares a pé também. Caminhar por Paris é bem agradável! Em Nantes, por ser uma cidade menor, fazia praticamente tudo de bicicleta (ir à faculdade, ir fazer compras, ir a festas...). É possível se locomover de bicicleta aqui também.

Você pensa em ficar de vez no país onde está estudando? Por que?
R.: Não diria “ficar de vez”, mas talvez queira ficar mais do que os 2 anos que normalmente passarei aqui. O principal motivo é que a qualidade de vida que tenho em Paris é bem superior à qualidade de vida que tenho no eixo Rio-Niterói. Sinto-me mais seguro aqui e gosto bastante da organização da cidade (para muitos franceses, principalmente para os franceses de outras cidades, Paris é meio caótica, com muita gente, muito barulho, muito trânsito... Isso é relativo! Para quem vem da caótica Cidade Maravilhosa, a Cidade Luz é um exemplo de organização!). O sistema de transporte (com metrôs, ônibus, bondes e bicicletas), por exemplo, é excelente comparado ao que temos no Rio.

Qual é a parte mais legal da experiência de estudar fora?

R.: Creio que o mais importante de morar fora do país é descobrir e aprender que existem outras culturas, outras formas de ver o mundo e outras maneiras de se viver. Gosto muito do convívio com os franceses e com os outros estrangeiros, pois aprendo muito com eles, seja conversando, seja observando seus gestos e comportamentos. No aspecto estritamente acadêmico, considero um desafio enriquecedor estudar num idioma estrangeiro.


Tem alguma dúvida ou informação pra compatilhar? Deixe nos comentários!


5 Michelle Phan - Aprendendo a maquiar




– Oi. O meu nome é Laís e eu sou uma viciada em maquiagem.

Desde criança eu sempre achei maquiagem uma coisa muito interessante. Não foi à toa que eu pintei toda a cara do meu irmão (que na época era um bebê branquelo) com o blush da minha mãe. Ou com “rouge” que era como eu ouvia as pessoas falando naquela época.

Apanhei. Chorei. Mas o amor não acabou.

Na pré-adolescência, eu curtia ficar testando as coisas da minha mãe. E, quase sempre, eu exagerava MUITO um pouquinho.

Gente, sério, eu passei rímel preto na sobrancelha e saí de casa assim. HAHAHAHAHA! Não foi engraçado na época.

Quando eu era adolescente, eu percebi que eu simplesmente NÃO SABIA ME MAQUIAR. E aí eu me recolhi à minha ignorância e parei de tentar essas coisas doidas. Foi nesse período que eu fiquei ali emperrada naquela fase lápis preto+rímel+qualquer cor de batom que aparecesse em casa.

Um pouquinho depois de entrar na faculdade, com uns 18 anos, eu descobri uma pessoa que mudou a minha vida em relação à maquiagem: a Michelle Phan.




Eu me lembro de ler em uma revista que ela era a embaixadora da Lancôme e que tinha sido escolhida para o cargo porque tinha estourado no Youtube com vídeos tutoriais de maquiagem.

Aí eu pensei: “Cara, ela ensina a se maquiar? Como assim? Vou ver como é!”

Corri pro computador e assisti ao primeiro vídeo.
Só saí da frente do monitor horas depois!

Os vídeos eram curtinhos, super bem gravados e bem produzidos e muito viciantes! Ela fazia tudo de um jeito que parecia tão fácil, tão descomplicado...

Eu demorei muito tempo pra pensar em reproduzir as maquiagens dela em mim. Só depois de assistir a um milhão de vídeos da Michelle Phan eu criei coragem e fui tentando algumas coisas.

Algumas davam certo de primeira, outras exigiam mais esforço, o delineado preto no olho é um sofrimento até hoje (porque eu enxergo mal sem óculos, ou porque minha cara é torta, ainda não sei). Mas, o fato é que de tanto ver ela ali fazendo aquelas coisas lindas no vídeo eu resolvi que podia fazer também.

Eu AMO o fato de que ela faz com que a maquiagem pareça uma coisa artística, uma brincadeira, algo pra se divertir, e não uma obrigação do tipo “tenho que esconder minha cara”. Eu acredito que o melhor jeito de usar maquiagem é quando você não está tentando se esconder ou parecer outra pessoa, mas sim realçar seus pontos fortes e sua beleza natural, do mesmo jeito que a gente escolhe usar determinada cor de roupa porque acha que cai bem no nosso tom de pele ou de cabelo, sabe? Você só ressalta algo que já estava ali! E a maquiagem é um jeito muito legal de fazer isso!

Isso tudo é pra dizer que SE VOCÊ GOSTA DE MAQUIAGEM E NÃO USA PORQUE NÃO SABE SE MAQUIAR, falta uma Michelle Phan na sua vida!

Para homenagear essa musa que destruiu minha vida e me fez gastar milhares de reais em maquiagem realizou o meu sonho de aprender a maquiar, escolhi alguns dos vídeos tutoriais dela que eu mais gosto pra mostrar pra vocês.



O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:

Assistir a estes vídeos com a página da Sephora aberta no computador é prejudicial à saúde financeira.


Se você não fala inglês, não tem problema. Dá pra aprender tudo só prestando atenção no passo-a-passo. 



Egyptian Queen

Veja abaixo ou clique aqui.




Midnight Luster

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The Golden Hour

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Grunge Beauty

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Espero que essa seleção de maquiagens lindas te anime a testar!

Vai tentando que dá certo!

Beijos!

4 Top 5 Músicas






Oi! Hoje é sábado e é dia de Top 5 músicas da semana!

Como percebi que os vídeos que eu subo aqui não podem ser visualizados pelo celular, acrescentei todos os links pra você não deixar ouvir a seleção de musiquinhas legais!

Se prepara e aperta o play!



#5 Yellow Flicker Beat – Lorde

Eu adoro a Lorde! Fico impressionada com o quanto ela é talentosa mesmo sendo tão jovem. Ela é uma ótima cantora e compositora e tem um estilo muito legal. Eu ouvi sem parar o primeiro álbum dela, Pure Heroine, e agora to amando essa a música Yellow Flicker Beat que faz parte da trilha sonora do filme Jogos Vorazes – A Esperança Parte 1.

Veja abaixo ou clique aqui



#4 Ho hey – The Lumineers

Atendendo a pedidos, tem The Lumineers no Top 5 dessa semana! Essa é antiga, mas eu ainda não enjoei! Ho hey é a minha música favorita da banda. É folk, é fofa, é tudo de bom.

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#3 Fix you – Matt McAndrew

O The Voice acabou e deixou saudade! Sim, eu to falando da sétima temporada da edição norte-americana e não da terceira temporada brasileira por motivos de... bom, nem precisa dizer né?! O Matt McAndrew, que ficou em segundo lugar, fez essa apresentação incrível de Fix You, do Coldplay. Ele tem uma voz incrível e passa uma emoção cantando... Vale a pena ver essa versão!

Veja abaixo ou clique aqui



#2 Birthday – Katy Perry

Todo mundo conhece a Katy Perry! Escolhi Birthday porque ela é animada, bem verão e depois que passa o natal eu já entro na contagem regressiva para o meu aniversário! Yaaaay!! \o/ Esse clipe é um lyric vídeo, aqueles que mostram a letra da música e é super legal!

Veja abaixo ou clique aqui



#1 Fancy – Iggy Azalea

O primeiro lugar é dela I-G-G-Y!!! Essa música é muito boa! Tem a Iggy, tem a Charli XCX e tem essa paródia do filme As Patricinhas de Beverly Hills <3 <3 <3. Não tem como dar errado! Dá o play!

Veja abaixo ou clique aqui


2 ***Especial de Natal*** - TOP 5 ATORES BRITÂNICOS






Caras leitoras e caros leitores do Books, Brownies and Beyond, antes de qualquer coisa, Feliz Natal!!!

Nesta data tão incrível, não podíamos deixar de postar um Especial de Natal magnífico no qual vamos apresentar os atores britânicos mais legais (e lindos) da atualidade!

Este post não é uma desculpa para mostrar homens bonitos, é que os caras são super talentosos mesmo.

Para fazer uma seleção de alto nível, resolvi chamar uma especialista: minha querida amiga Barbara Brant para apresentar os integrantes deste Top 5!

Barbara, assume aí! E lembre-se “você esta com a responsabilidade da nação inteira”! (CROCKET-CHAVES, 2014)

Feliz Natal!

Laís

***TOP 5 ATORES BRITÂNICOS***

As pessoas de maneira geral adoram o Natal. Eu não ligo muito pra data, mas algumas tradições me interessam, especificamente os especiais de Natal, que são característicos dos programas de TV britânicos. Especiais de Natal são episódios comemorativos da data, ao mesmo tempo desligados e conectados à história principal. Pra você ter ideia de quanto esses episódios são importantes e aguardados, uma das séries mais amadas do momento, Downton Abbey, convidou ninguém mais, ninguém menos que George Clooney para o seu episódio especial.

Juntando todas essas referências, o blog apresenta um post que é como um Especial de Natal: um TOP 5 (que já se tornou tradição!) com os atores britânicos que consideramos os mais interessantes do momento. Agora sim você pode dizer: Feliz Natal!

5ª POSIÇÃO - RUPERT FRIEND 




Sim, você leu direito. O primeiro brit desse post é o Rupert Friend e não o (adorável) Rupert Grint.

 





Parte do objetivo desse post é chamar atenção pros ótimos atores que a linda monarquia parlamentarista insular chamada Reino Unido tem oferecido às telas de cinema e tv ao redor do mundo. Nós já amamos o Rupert Grint, vamos dar espaço pros Ruperts menos conhecidos desse mundo!

Quero dizer, se você, como eu é um ser humano normal eadora Homeland, você já conhece o 5° lugar desse nosso post, mas talvez sob a alcunha de “cara que faz Peter Quinn, em Homeland”.



Por outro lado, se você é um aficionado por Jane Austen, em especial as adaptações para filmes das histórias dessa outra jóia da coroa britânica, você também já teve um gostinho do Rupert. Só porque eu adoro implicar com as pessoas, em geral, eu não vou dizer em qual filme ele aparece! Quem souber, ou descobrir, conta nos comentários!


Rupert: eu queria tanto ser o Mr. Darcy...

Erm, não.


De fato, Mr. Friend não é um rostinho tão bem conhecido. Nascido em 1981, em Oxfordshire na Inglaterra, tivemos poucas chances de vê-lo em produções mundialmente famosas. Uma das mais adoráveis delas, no entanto, é o filme A Jovem Rainha Victoria, no qual nosso amigo Rupert faz o papel do Príncipe Albert.




O filme conta a história desses dois jovens que pertencem a famílias reais e que, curiosamente, apesar de quase forçados a se casarem um com o outro, não fazem isso de forma passiva, e sim quase subversiva, e tem uma inesperada história de amor verdadeiro e muito companheirismo. A época Vitoriana é muito amada pela sua produção artística em geral e foi durante o reinado de Vitória que o Império britânico atingiu sua máxima expansão.

Então, para os geeks de literatura, história, de all things British, vale a pena ver o filme e acompanhar mais o trabalho do Rupert Friend. Afinal, ele é uma caixinha de surpresas. Além dos filmes, Rupert canta, toca violão e outros instrumentos e escreve, tanto roteiros como letras de músicas!

Vamos combinar, com esse talento, esse rostinho – e corpinho – não vai ser tormento pra ninguém ficar um pouquinho mais íntimo com o Rupert. God Save the Queen!


4ª POSIÇÃO - JAMES MCAVOY




Ah, James McAvoy…! Se essa lista dependesse apenas do conteúdo do meu coração, Jamesy Boy (não, eu não inventei esse apelido) estaria em segundo lugar. Porém, vivem me dizendo que o mundo não é justo, e para esta lista eu tive que ser altruísta e considerar outros fatores além das minhas obsessões adolescentes preferências pessoais.

O que me atrai neste ator em particular? Bem, pra começar ele é escocês. E qualquer falha de comunicação decorrente do sotaque é compensada pelo charme que ele impõe e exala! É literalmente impossível não achar ele o cara mais legal do mundo depois de ver uma entrevista com ele! Veja só:



A partir dos 17 min.: você pode estar entendendo patavinas, mas sabe que ele está ganhando seu coração a cada sílaba tônica esquisita

É muito legal que ele está ficando cada vez mais famoso (e, portanto, aparecendo mais por aí) por conta do seu papel como jovem Professor Xavier nos últimos filmes da franquia X-MEN. Porém, McAvoy é um ator internacionalmente aclamado pela crítica desde seu papel em “O Último Rei da Escócia”, que me faz querer me estapear toda vez que lembro que ainda não vi. E, sim, você está lembrando direito, ele faz o Pan, Mr. Tumnus, no primeiro filme d’As Crônicas de Nárnia.




Não existe papel que ele tenha feito no qual ele não tenha demonstrado ao menos uma fagulha de brilhantismo, mesmo em filmes onde o roteiro não deixa muito espaço pra profundidade de personagens, como “X-MEN” ou “O Procurado”. É uma delícia assistir “Starter for 10” (que ainda tem Benedict Cumberbatch E Rebecca Hall!); “Amor e Inocência”; “A Última Estação” e eu mal posso esperar pra ver tantos os filmes antigos como os próximos trabalhos, em especial, “Filth” e “O Desaparecimento de Eleanor Rigby”. Sim, é um filme inspirado na música dos Beatles que foi filmado de uma maneira diferente!

Quer um jeito fácil de garantir um Natal agradável? Veja um filme com o James McAvoy!




3ª POSIÇÃO - TOM HIDDLESTON 



Na terceira posição temos um deus. Uma mistura de deus grego e nórdico. Em uma palavra? Loki. Em duas? Tom Hiddleston. Se você não conhece – e ama – a interpretação dele do degenerado Loki nas franquias “Thor” e “Os Vingadores”, dá a mãozinha aqui e vamos sair debaixo dessa rocha onde você tem vivido.

Com um irmão deus sendo representado pelo deus em carne e osso que é Chris Hemsworth, seria fácil pensar que quem representasse o Loki ia ficar não em segundo, mas em quinto plano. Aí veio um ser genial e decidiu que quem daria vida ao Loki nas telas seria Tom Hiddleston e BAM! Chris Hemsworth, quem? Tom rouba a cena completamente e quase não sobra espaço pra mais ninguém – e olha que Robert Downey Jr. está em vários dos filmes junto com ele...




Acha que eu estou exagerando? É porque você não viu esse vídeo de uma aparição – relativamente improvisada – do Tom como Loki em um dos painéis da ComicCon 2013. Dá só uma olhadinha como a galera fica tranquilinha quando ele aparece...





É o cabelo, o sorriso, as roupas, a altura, é um je ne sais quoi, é a água que eles tomam lá no Valhalla – não importa. O fato é que Tom-Loki roubou nossos corações para sempre e, se depender, de mim ele pode dominar o nosso mundo quando quiser!



Fui tomar uma água pra me acalmar e lembrei que nem só de Loki vive o charme de Tom Hiddleston! Na verdade, mesmo que em escala mundial só tenhamos reconhecido esse charme há pouco tempo, a carreira de Tom, como a de vários em nossa lista, começou nos palcos, em Londres, e desde essa época já arrebatava corações e críticos. A representação dele como F. Scott Fitzgerald em “Meia Noite em Paris” é um exemplo da classe que ele exala em suas atuações. <3


Erm, ok, talvez não tanta classe assim...


E como se isso já não fosse suficiente, ele ainda interpreta um vampirobowiesco, ao lado da maravilhosa Tilda Swinton em “Only Lovers Left Alive”. Esse filme é uma das minhas resoluções pro ano novo!






E, ainda, a cereja no bolo é que Tom é ótimo em imitações! Ele faz um Owen Wilson melhor que o próprio Owen Wilson. A gente sabe que a minhasua tarde de natal vai se resumir a comer as sobras do almoço e rolar no sofá, então aproveita, pega o computador e se divirta vendo os filmes do Tom no Netflix e os vídeos dele no youtube. Basta digitar Tom Hiddleston funny moments ou impersonations, relaxar e o seu Natal vai ser de dar inveja.



Tom passando Natal no Rio


2ª POSIÇÃO - EDDIE REDMAYNE 




Se ainda não ouviram falar do Eddie Redmayne, fiquem tranquilos que vocês provavelmente vão ouvir até dizer chega, em 2015. Ele é um dos atores mais cotados a ganhar o Oscar de melhor ator, por sua performance interpretando Stephen Hawking no filme “A Teoria de Tudo”, que deve sair no Brasil em janeiro, e por isso ele ganhou essa 2ª posição no nosso TOP 5.


Vocês podem até não dar muito crédito, à primeira vista, a esse ruivinho meio franzino, mas não se deixem enganar pela cara meio de menino, meio ossuda, Eddie é um excelente ator.
O seu papel de maior destaque recente foi o de Marius na última adaptação de Les Miserables para o cinema. E gente, esse ruivinho canta! Não necessariamente é o melhor cantor que você já ouviu na vida, ou mesmo o melhor cantor considerando todas as adaptações do romance para os palcos e telas, mas se você não se emocionar com a cena solo dele neste último filme, parabéns, você já ganhou o troféu coração de pedra, e pode voltar pra rocha debaixo de onde você vivia! Não viu o filme ainda? Coloca na listinha de resoluções pra 2015, tá perdendo!



Confesso que ainda estou descobrindo o trabalho do Eddie, mas ele já é um nome que me leva a ver um filme, quase sem questionar. Adorei o trabalho dele em “Sete dias com Marilyn” no qual ele faz o papel de um jovem trabalhando na equipe de filmagem de um futuro filme com ninguém menos que Marilyn Monroe. Os dois se envolvem e desenvolvem uma relação que, apesar de curta é bastante intensa. O filme em geral é tão doce e delicado e todas as atuações são tão intensas e ao mesmo tempo leves que eu sempre paro pra ver o filme, quando o pego passando na TV.


Além de tudo, considerando a minha intensa quedaadmiração por ruivos, especialmente os britânicos, é muito natural que ele apareça nessa lista!



“Burberry, bitches!”, ou
 “ Se até Cara Delevigne gosta de mim, porque você não gostaria?!”


1ª POSIÇÃO - BENEDICT CUMBERBATCH 



Finalmente! Vou poder falar do mais recente objeto de minha obsessãoadmiração!
Ele é um meme? Ele é um alien? Uma caricatura? Saiba tudo sobre esse raro espécime hoje, no Globo Repórter.

 
 




Não posso dizer que sei tudo sobre o Benny (não importa o que a página do IMDB diz sobre o apelido dele, esse é o MEU apelido pra ele, e o único que conta), mas um dia eu chego lá! Apesar de toda essa talifanização, eu não me considero uma Cumberbitch (ou Cumberperson, ou parte do Cumbercollective), que é como se autodenominaram os fãs do ator. Eu gosto de pensar que sou uma pessoa mais controlada que isso em minha adoração. Eu não sou.

Com esse nominho fácil de pronunciar #sqn (se tentar repetir três vezes rápido, trava a língua!) a gente até entende porque ele demorou tanto para começar a aparecer frequentemente nas nossas telas e nas notícias de fofoca (que, convenhamos é o melhor famosômetro).

Mas não se enganem, antes de virar meme, Cumbie (pronto, criei outro apelido. Em outro post podemos discutir as possíveis implicações duplosentídicas dele) já era um ator reconhecido no Reino Unido, especialmente pelo seu trabalho nos palcos. E se estamos ansiosos com as enormes possibilidades de nominações a prêmios, que a representação dele do matemático Alan Turing, no filme “O Jogo da Imitação”, pode trazer, não devemos esquecer que a sua carreira no cinema também já é sólida. 

Eu ainda me espanto com a quantidade de filmes que tive que ver mais de uma vez pra saber que Benedict Cumberbatch estava lá. Já viu “Desejo e Reparação”? Ele tá lá. “Cavalo de Guerra”? Então. E aquele ótimo “O espião que Sabia Demais”? Pois é. “12 Anos de Escravidão”? Acredite. Não viu o Benny? Não tem problema! Netflix tá aí pra isso! Já viu “O Hobbit”? Perdeu o Benny nesse? Vou dar uma dica, presta atenção no dragão...



Mas o trabalho mais famoso do Benedict, o mais amado e o que o catapultou para o estrelato mundial e internético foi “Sherlock”. A série é mais uma adaptação dos contos do Sir Arthur Conan Doyle sobre o detetive consultor e seu companheiro Dr. Watson. Qual é a diferença dessa vez?


Ué, além de terem escolhido o deus extraterréstrico que é Benedict Cumberbatch?! Um elenco de primeira, uma produção incrível e um roteiro muito bom que conseguiu traduzir as histórias do século XIX perfeitamente para o século XXI, tornando o Sherlock Holmes do Benny um High-Functioning Sociopath (que se traduz quase literalmente pra cara esquisito pé-no-saco), resolvendo crimes em alto rpm em uma Londres cada vez mais caótica e linda.

Se não viu ainda coloca como PRIORIDADE ZERO na sua lista de resoluções pro ano novo (Bônus? Martin Freeman como Dr. Watson, Mark Gatiss como Mycroft Holmes e Andrew Scott como um maleficentíssimo Moriarty - irlandês, portanto, perfeito).

  



O que eu mais admiro no Benedict Cumberbatch não são os olhos azuis penetrantes ou as maçãs do rosto afiadas ou o corpo esbelto (mas não vou reclamar de nenhum desses também!). O que mais me impressiona, e que confirmo, toda vez que vejo um novo (ou antigo) trabalho dele é a sua versatilidade. 

Ele vai de Sherlock Holmes a Julian Assange conseguindo nos mostrar claramente como os personagens são diferentes (e similares, nesse caso). Todos os personagens dele que eu pude ver passam algo único; ele consegue suprimir suas características pessoais e destacar quaisquer características que o roteiro indicou para aquele personagem específico. E, por mais que você não tenha notado da primeira vez, tenho certeza que qualquer personagem do Benny, que você veja novamente quando reprisar um filme em que ele participe, vai deixar uma impressão.



BÔNUS! - RICHARD MADDEN



All Hail the King in the North!Se você não conhece a origem dessa expressão... bem, quer saber, continua debaixo da sua rocha, eu desisto!


“Como assim você nunca ouviu falar de mim?!” XATIADO, Robb Stark

Não, brinks. É dever desse blog expandir o seu conhecimento da cultura pop. E não é nada desagradável quando temos que analisar alguém como Richard Madden. Aqueles de nós que não vivemos embaixo da rocha imediatamente o reconhecemos como RobbStark da série Game of Thrones. 

E, [SPOILER], mesmo que não possamos mais vê-lo tentar reinar Westeros [FIM DO SPOILER], Madden está destinado à realeza pois seu próximo grande papel será como o Príncipe da versão não-animada de Cinderella (seja lá qual for seu nome!) que será lançada pela Disney em 2015!



Por outro lado, para a felicidade também do público adulto, Madden atuou como um paramédico na bem criticada série Sirens (8,1 no IMDB). Detalhes interessantes? O nome do personagem na série é Ashley, um nome geralmente dado a meninas, e ele é gay. 



How you doin’?!

Richard é mais experiente como ator do que seu irmão em GoT, Kit Harrington, mas seremos eternamente gratos à direção de elenco da série por terem trazido à atenção do mundo, e impulsionado ao estrelato, a beleza e talento escocês que é Richard Madden. Mal posso esperar pra enjoar de ouvir falar dele por aí! Vem 2015! :D


Richie se preparando pra sua festa de Ano Novo




Essa lista acaba por aqui, mas sabemos muito bem que ela não exaustou as possibilidades com relação a eyecandies interessantes atores britânicos surgindo. 

Não concorda? 

Preferia outra composição? 

Tem mais detalhes sobre alguém? 

Conta pra gente nos comentários!


Feliz Natal e Feliz 2015!