0 Tapete Vermelho - Especial Volta ao Mundo: França



Olá pessoal!

Tenho novidade pra vocês! Todas as quartas feiras de outubro e de novembro serão dominadas por um quadro novo aqui na coluna: o Especial Volta ao Mundo!!!



Diferentemente dos outros posts da coluna, a ideia desse quadro não é contar a trajetória, mas apenas apresentar a vocês artistas de outras partes do mundo e que também merecem ser reconhecidos, seja por seu talento, carisma, originalidade ou coragem. Ouvimos tanto falar dos artistas americanos, dos britânicos, da Billboard, da MTV, do Grammy, que esquecemos que não são só os USA e o UK que fazem música, o resto do mundo também faz! Assim, vou trazer informações básicas dos artistas na tentativa de deixar vocês com água na boca e vontade de ouvir e saber mais do artista. 

Cada semana, teremos um país ou uma região em evidência. Assim, vou tentar trazer pra vocês alguns nomes dessa galera que faz barulho por lá! Lembrando que vocês não precisam se restringir aos que falarei aqui! Vocês podem e devem pesquisar mais artistas do local!

Ao final de cada artista, colocarei um link para um site onde vocês podem encontrar mais músicas deles! De nada :)

Hoje vamos dar uma voltinha no mundo musical da França!



Desde os tempos de Edith Piaf, a França nos presenteia com cantoras excelentes que fazem lindas músicas utilizando a língua do amor. Hoje em dia, no mundo do pop, não é diferente. Vários cantores e cantoras fazem música da mais alta qualidade. De Edith Piaf a David Guetta, passando por Carla Bruni.


CARLA BRUNI























Misturando política e música, Carla Bruni é a personificação da elegância, da finésse e do charme típico de uma mulher da realeza. Casada com o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, tem a música no seio familiar. Sua mãe é a concertista de piano Marisa Borini, que era casada com o industrial e compositor clássico Alberto Bruni Tedeschi. Juntos, os pais de Bruni fizeram um tremendo sucesso na indústria francesa. Ah, outra coisa: Bruni é italiana. Mudou-se pra França, pois era onde os pais conseguiriam trabalhar mais facilmente.


Seu estilo é de um pop romântico, com batidas lentas, ao estilo de John Legend. Tem 3 álbuns lançados até o momento: Quelqu'un m'a dit (de 2002, cantado em francês), No Promises (de 2006, cantado em inglês) e Comme Si De Rien N'Était (de 2008, cantado em inglês e em francês); este último contendo algumas letras polêmicas e que fazem alusão a seu atual marido, como Tu Es Ma Came, Je Suis une Enfant, Ta Tienne e You Belong to me.

Clique aqui para curtir um pouco mais o pop romântico da Bruni(nha).




MYLÈNE FARMER

























Gente, olha bem para a cara dessa mulher e vê se ela não é a cara da Kylie Minogue?????
A veterana Mylène Farmer é uma espécie de Madonna ou Kylie da França. Surgida nos anos 80, ela faz sucesso até hoje com seus show muito bem produzidos. É dela uma das entradas em shows mais espetaculares que eu já vi. Foi durante a turnê do álbum Avant Que L’ombre, de 2006, com a música Peut-être Toi, clica aqui pra ver! (Sério, vê mesmo, me tremo todo só de pensar!)

Suas músicas são pop da melhor qualidade, seu maior sucesso até hoje é o hino Désenchantée, do começo da década de 90. Mas no fim de 2012 ela lançou um ótimo álbum chamado Monkey Me, com músicas cheias de elementos eletrônicos, mas sem deixar de lado a melancolia. Alguns figurinos e algumas coreografias podem ser questionáveis, mas ela é tão fantástica que a gente nem percebe muito esses pontos não tão fortes. Ah, ela já tem 52 anos e essa foto acima é recente, a Mylène é conservadíssima!

Clica aqui pra conhecer um pouco mais do trabalho da rainha do pop francês!





ZAZ





























Com um pop bem diferente, influenciado pelo jazz e pelo folk, a fofíssima ZAZ faz muito sucesso mundo afora, inclusive aqui no Brasil. O estilo de Zaz é bem indie já que mescla musica francesa com o gypsy jazz. Ela ficou famosa com sua canção Je veux, tema de seu primeiro album, Zaz, que foi lançado em 2010.

Clica aqui para conhecer mais títulos do trabalho de Zaz.




ALIZÉE























Falamos da "Madonna francesa" e porque não falar da "Britney Spears francesa"? Comparações à parte, Alizée é mega talentosa e tem um estilo pop dançante que não deixa ninguém parado.


Foi descoberta por Mylène Farmer, ao participar no talento Graines Star em 1999. Com a ajuda de Mylène Farmer e Laurent Boutonnat, Alizée lançou dois álbuns, que foram bem-sucedidos dentro e fora da França. Seu primeiro álbum foi chamado Gourmandises e recebeu uma platina apenas três meses após o lançamento. Foi um sucesso após o seu lançamento internacional em 2001. Seu hit mais famoso Moi ... Lolita, alcançou o número um nas paradas da Europa e Ásia. 



Após um grande sucesso na América Latina, Ásia e Europa por Psychédélices, seu segundo álbum, Alizée fez uma mudança radical no estilo musical do pop psicadélico do álbum anterior no mainstream, ligando-se à uma gravadora independente.



Alizée mencionou várias vezes a Madonna como uma de suas maiores inspirações. Whitney Houston e sua ex-protetora, Mylène Farmer, são outras musas inspiradoras.. Alizeé mencionou que também gosta do estilo de Gwen Stefani. Suas influências musicais são pop em muitas de suas raízes, world music, chanson française, house music, o Mainstream Hip-Hop e outros.



Clique aqui para ouvir mais de Alizée.




GOJIRA





















Achou que o rock ia ficar de fora, bebê? 

Esse é um nome que você provavelmente já ouviu falar nas últimas semanas. A banda esteve no Rock In Rio, no mesmo dia do System of a Down e colocou o público para pular com suas letras um tanto quanto inusitadas. Gojira é uma banda de progressive death metal (não que você tenha que entender o que isso significa haha) formada em 1996 em Baiona, França. A banda se chamava Godzilla até 2001 e é conhecida por ter letras com temas ecológicos. Atualmente é considerada uma das bandas que serão o futuro do heavy metal junto com Trivium, Killswitch Engage, Lamb Of God e Mastodon.

Os vocalistas acreditam que podem conscientizar o homem falando do ataque ao meio ambiente através de suas músicas. As músicas são muito inteligentes por sinal e falam de acontecimentos históricos e nos conscientizam a respeito de temas nos quais não pensamos com frequência, como caça às baleias e tráfico de animais. Em Born In Winter  eles fazem uma metáfora sobre o aquecimento global ao dizer que o futuro do planeta é que nossas crianças nasçam no gelo. Em L'Enfant Sauvage  eles relacionam a destruição do mundo com os 7 pecados capitais.

Clique aqui para ouvir mais metáforas do Gojira!


É isso pessoal! Fiquem ligados aqui na coluna que semana que vem tem mais um destino no especial Volta ao Mundo! 

Wir reisen nach Deustchland! Tschus!


0 Tapete Vermelho: Especial Rock In Rio PT. III

Olá pessoal!

Chegamos à ultima postagem do nosso especial Rock In Rio!

O final de semana que fechou a edição de 30 anos do festival foi marcado por shows memoráveis. No sábado, a banda australiana Sheppard, apesar de ser pouco conhecida, conseguiu divertir o público. Sam Smith destilou seu vozeirão com aquele tom diferente e conquistou os fãs de Rihanna, a principal atração do dia. No domingo, AlunaGeorge, assim como Sheppard, levantou o astral da galera e aqueceu os ânimos para que pudessem receber o show colorido de Katy Perry.

Na última postagem do nosso especial Rock In Rio, falarei um pouco mais de Sam Smith, comentarei apenas o show da Rihanna (já que já temos postagem só sobre ela, que você pode conferir aqui), e também falarei sobre Katy Perry.





SAM SMITH


Fofo, carismático, um tanto quanto tímido e dono de um vozeirão de tons nasalados, Sam Smith foi a grande aposta de 2014 e roubou lindamente a cena na premiação no Grammy desse ano ao levar 4 gramofones para casa. Seu destaque foi tanto que ele foi um dos primeiros cotados para o Rock In Rio desse ano e um dos primeiros confirmados.

Samuel Frederick Smith nasceu na cidade inglesa de Bishop's Stortford em 19 de maio de 1992. Mudou-se para a cidade de Primrose Hill onde passou grande parte da infância e adolescência e trabalhou em sua loja local em St. John's Wood. De volta a Bishop's Storford, ele foi para escola St. Thomas More Primary e estudou na St. Mary's Catholic School. Sam é um ex-aluno da Youth Music Theatre UK e estrelou em 2007 na produção da mesma "Oh! Carol". Estudou por vários anos canto e composição com a vocalista e pianista de jazz Joanna Eden. Sam é primo de Lily Allen (o talento vem de família, né?) e do ator Alfie Allen, o Theon Greyjoy da série Game of Thrones.

A família de Sam já foi alvo dos holofotes bem antes da fama do cantor, mas por outros motivos. O jornal Daily Mail informou, em 2009, que Kate Cassidy, mãe de Sam, estava processando seus empregadores (um banco inglês) em 1,5 milhão de libras, alegando que tinha sido demitida injustamente. Segundo os chefes, ela estava gastando muito tempo da empresa "ajudando seu jovem filho Sam a alcançar o sonho de ser um pop star". Ele tinha 16 anos.



Sam Smith é um produto da indústria "featuring". Suas duas primeiras aparições foram em singles de outros artistas. Latch, do duo Disclosure e La la la, do cantor Naughty Boy, que situaram-se na sétima e primeira posições da UK Singles Chart, respectivamente. Smith afirma em entrevistas que adora fazer participações e que elas são importantes para suas próprias composições. Ficou conhecido, porém, por Stay with Me que ficou entre os Hot 100 da Billboard. Em dezembro de 2013, Smith foi indicado ao Critics' Choice Award do Brit Awards e a Sound of 2014 da BBC; consagrando-se vencedor em ambos. Seu álbum de estreia, In the Lonely Hour, foi lançado em 26 de maio de 2014 através da Capitol Records. Lay Me Down e Money on My Mind foram lançados como singles de avanço.

Sam já deu várias entrevistas, nas quais, fala que Lady Gaga é sua maior inspiração, segundo ele, foi a cantora que deu forças para que continuasse no mundo da música. Suas conterrâneas Adele e Amy Winehouse também são descritas como sendo suas cantoras favoritas. Citou também a cantora Britney Spears como inspiração com seu álbum Blackout, lançado por ela em 2007. Outra cantora que é fonte de inspiração para Sam é Christina Aguilera. Ele disse no red carpet do Grammy que havia escutado todo o álbum Stripped antes ir para a premiação. Outras cantoras que Sam Smith disse gostar é Beyoncé, Mariah Carey, Chaka Khan e Whitney Houston.

Sam é assumidamente gay e não tem nenhum problema em deixar isso claro. O anúncio veio quando do lançamento de In The Lonely Hour ao declarar que as músicas foram compostas depois que um rapaz partiu seu coração. Ele corroborou no discurso que fez ao receber sua última premiação no Grammy. Smith disse: "Muito obrigado por ter quebrado meu coração, porque você me deu quatro Grammy's". A ironia é que o homem que partiu o coração do cantor não sabia que o álbum era sobre ele. "Eu contei uma semana antes do lançamento do disco. Foi como um desfecho para mim", afirmou Smith.

As comparações com Adele não cessam. Artista pop de voz soul com letras sobre desilusões amorosas? Sim. Compatriotas? Sim. Estrelas meteóricas? Sim. Estilos parecidos? Sim. Mas outra coisa reforça as comparações entre Sam Smith e Adele: ele também usou compositores que trabalharam com Adele — Eg White e Fraser T. Smith, que contribuíram no disco In The Lonely Hour, e também em 21, da Adele. Apesar das comparações, os talentos dos dois artistas são inegáveis e ambos merecem o estrelato que conquistaram.

Recentemente, virou pública a informação de que Sam Smith teria que dividir os royalties de composição com o americano Tom Petty pelo single de sucesso Stay With Me, depois que ouvintes notaram similaridades entre a faixa e a canção "I Won't Back Down", clássico de 1989 da banda Tom Petty and The Heartbreakers.

No Rock In Rio, Sam conseguiu agradar mesmo quem não foi para vê-lo. Abriu o show com I'm Not The Only One e recheou o repertório com covers de Amy Winehouse, Elvis Presley, Marvin Gaye e Chic. Afinal, o britânico não tem muito material para poder trabalhar, pois só tem um álbum. Carismático, interagiu com público algumas vezes, contou que a vida dele mudou depois que seu coração foi partido 3 anos atrás e que tudo que ele tem hoje ele deve aos fãs. Eu mesmo estive no show e posso dizer que me emocionei várias vezes.

Logo após o show, Sam curtiu o show de Rihanna na área VIP em frente à grade junto de Cara Delevingne e Monica Fenty, mãe de Rihanna. Caiu nas graças da festa que Rihanna deu após o show e só voltou para o hotel Fasano às 7h da manhã, visivelmente embriagado. É, parece que ele curtiu o Brasil. Mais imagens do show dele podem ser conferidas no instagram dele. @samsmithworld







RIHANNA


Nesse post me reservarei ao direito de apenas fazer alguns comentários sobre o show mais esperado do Rock In Rio. Isso porque, já temos uma postagem sobre a Riri aqui no blog, que você pode conferir clicando aqui.

O dia 26 foi o primeiro dia do Rock In Rio que esgotou, tudo por causa do anúncio de que quem fecharia a noite seria Rihanna. Depois do atraso de 2 horas no show de 2011, Roberto Medina chegou a dizer que Rihanna jamais pisaria no Palco Mundo novamente. Todos sabemos que seria suicídio da parte dele manter Rihanna fora do festival.

Como fã dela que esteve ao show, me sinto na obrigação de comentar alguns pontos.

Um ponto que tem causado muita polêmica foi seu figurino, acusado de ser estranho. A apresentação da Rihanna tem a ver com religião, que faz parte da cultura de Barbados. Rihanna estava vestida de Oxum, a única Orixá que usa roupas douradas, pelo ouro. As dançarinas de branco, eram suas filhas. Oxum é das águas doces, rios e cachoeiras, a espuma do palco fez referência a espuma que é feita na queda d'água da cachoeira, onde normalmente são feitas as oferendas. A roupa foi tão criticada que chegou a ser comparada a barracas de camping, sacolas de supermercado, capas de automóveis, capas de chuva, cortinas, entre outros itens.



Como não estava em turnê propriamente dita, o palco não tinha mil apetrechos, decorações nem muitos equipamentos. Era a Riri, suas dançarinas, as backing vocals e a banda. Tudo para um show simplista. A setlist foi vazada poucas horas antes do show. E imaginava-se que seria um show longo: 25 músicas, sendo quase todas os maiores sucessos da cantora. Duas horas, no mínimo.

O show atrasou 30 minutos e durou cerca de 70 minutos. Riri parecia com pressa. Começou com Rockstar 101, hit que não foi tão hit assim. A partir daí foi uma sucessão de hits da cantora, todos cantados pela metade e sem pausa. Isso irritou muita gente, pois músicas de peso dela como Only Girl e Rude Boy acabaram antes que a galera pudesse fazer coro.


Desde o início, Rihanna já parecia bem mais sóbria do que em 2011 e imaginava-se que ela já iria interagir mais com o público. E assim ela o fez, principalmente nas sessões acústicas, onde cantou  Unfaithful, Love The Way You Lie, Take a Bow, Cold Case Love, FourFiveSeconds, Stay e Diamonds por inteiro e levou o público ao delírio.  Tais sessões foram mais intimistas; a cantora levou o microfone para a passarela e, mais perto do público, os emocionou com suas letras melosas. Diferentemente de 2011, Rihanna estava com um pouco mais de fôlego e conversou mais com o público, elogiou os fãs e brincou com itens que jogaram no palco. Dessa vez, teve mais dança, principalmente em Where Have You Been e Bitch Better Have My Money.

Falando nessa última música, foi com ela que o show foi fechado e foi com chave de ouro. O público esperava tanto essa música que, no refrão, vários dólares falsos, com o rosto de Riri foram jogados para cima. O público delirou quando a música começou e ela delirou mais ainda quando viu os dólares que tinha caído no palco.

Você pode conferir o desfecho do show da Rihanna aqui:



As opiniões sobre o show, no geral, foram divergentes. Houve muitos elogios, pessoas falando que o vocal dela melhorou muito, que ela estava mais sóbria, que a setlist estava mais interessante e afins. Mas também choveram reclamações, pessoas que afirmaram que esperavam mais pelo show dela, de que foi frio, de que ela não se movimenta muito no palco e afins.

Eu, como fã, que estive no show, tenho uma opinião: o show perfeito seria uma combinação do de 2011 com esse. No outro Rock In Rio, Rihanna tinha uma setlist mais consistente (pois estava em turnê), cantou todas músicas por completo e o show durou bem mais. No de 2015, ela estava mais sóbria, interagiu com o público, estava com mais fôlego e dançou mais. Eu mesmo esperava um pouco mais do show, mas dou-me por satisfeito por tê-la visto de pertinho.

Rihanna apresentou a mesma setlist em um show ontem, 29/09, em Santiago do Chile.








KATY PERRY


Cor, cor e mais cor! Katy Perry é um camaleão quando se trata do seu estilo! Sempre aparecendo na mídia com cores de cabelo diferentes e devido às suas duas últimas turnês serem BASTANTE produzidas, cor é uma palavra que Katy Perry conhece muito bem. Também conhecida por não conseguir impressionar num show ao vivo e por nunca ter levado um grammy pra casa, Katy Perry te ganha pela produção e pelo carisma! Únicos, diga-se de passagem.

Katy passou pela mão de alguns produtores e teve vários álbuns cancelados antes de atingir o estrelato.

Katheryn Elizabeth Hudson nasceu em Santa Bárbara em 25 de outubro de 1984. É filha de um casal de pastores evangélicos, começou sua carreira cantando em igrejas. Quando era criança, ela ouvia apenas música gospel e era proibida de ouvir outros estilos musicais, chamados por seus pais de "músicas seculares". Ela participava de escolas dominicais e acampamentos religiosos, chegando a fazer aulas de dança em um salão em Santa Bárbara, onde aprendeu a dançar swing, Lindy Hop e jitterbug. Segundo a cantora, ela competia musicalmente com sua irmã mais velha porque queria "copiar sua irmã e tudo o que ela fazia" e devido a isso, praticava seu canto com fitas cassetes, que eram frequentemente roubadas por Katheryn para treinar. 

Sua primeira aparição na indústria musical foi em 2001, ao lançar um álbum de música gospel intitulado Katy Hudson (mesmo nome artístico usado por ela na época), e que apesar de ter sido um sucesso com a crítica profissional, o álbum vendeu apenas 200 cópias e sua produção de cópias foi cancelada devido ao fechamento da Red Hill Records, gravadora responsável pela produção do álbum.

Após mudar seu nome artístico para Katy Perry e seu estilo musical para o pop-rock, ela conheceu o produtor Glen Ballard e assinou com a Island Def Jam Records em 2004, gravando um álbum chamado (A) Katy Perry, mas que foi cancelado antes de seu lançamento. Em 2005, ela assinou contrato com a Columbia Records e gravou com o grupo The Matrix um álbum com o mesmo nome; alguns dias antes de seu lançamento, o álbum também foi cancelado.

A cantora assinou com a Capitol Records em 2007 e, no ano seguinte, finalmente lançou seu primeiro álbum de estúdio de música pop e pop rock, One of the Boys. O primeiro single do álbum, I Kissed a Girl, ficou na primeira posição das paradas musicais de vários países, tornando-o o primeiro hit de sua carreira, apesar de tornar-se mundialmente polêmica.  Perry foi criticada pelos profissionais devido à seus temas polêmicos abordados em One of the Boys. A canção Ur So Gay, onde a cantora compara o estilo emo exagerado de seu ex-namorado à homossexualidade, foi má recebida devido a alegações de homofobia por causa do refrão que diz "Você é tão gay e você nem mesmo gosta de garotos". Diferentemente desta, I Kissed a Girl, que fala sobre o beijo entre duas garotas, foi criticada pelos cristãos e moralistas por "promover a homossexualidade".

O segundo single do disco, Hot n Cold, também obteve um bom desempenho nas paradas musicais de diversos países. Ainda desse mesmo álbum, Perry lançou sua terceira canção de trabalho, intitulada "Thinking of You", e também o quarto e último single, chamado "Waking Up in Vegas".

Teenage Dream que veio em 2010, gerou seis singles, California Gurls, Teenage Dream, Firework, E.T., Last Friday Night (T.G.I.F.) e The One That Got Away. As cinco primeiras alcançaram o topo da parada Hot 100 da Billboard, tornando Teenage Dream o segundo álbum da história a conseguir tal feito e convertendo Perry na única mulher em 53 anos da parada musical a alcançar tal marca - e a segunda artista após Michael Jackson, o primeiro e até então único cantor a emplacar cinco canções de seu álbum Bad no primeiro lugar, em 1987. Além disso, quando "E.T." permaneceu no primeiro lugar do gráfico em 12 de abril de 2011, Perry se tornou a primeira artista da História a passar um ano inteiro, 52 semanas consecutivas, no top 10 da principal parada da Billboard. Foi com a turnê California Dreams que ela se apresentou no Rock In Rio de 2011.

Perry está em turnê com seu mais recente álbum Prism, na Prismatic World Tour. Inclusive o show do Rock In Rio 2015 fez parte da turnê. Katy abriu o show com Roar, e assim como o rugido do refrão, veio também uma onda de gritos de crianças e adolescentes. Foi o dia em que os pequenos invadiram a Cidade do Rock. Os pais pouparam as cordas vocais, mas pulavam junto na mesma intensidade. "Todo mundo que diz ser amante da música deveria aprender com vocês. Vocês têm algo realmente especial", agradou a cantora. Katy voltou com luz própria, cintilando em cores neon, pulando corda e trocando de figurinos em atos grandiosos. Para compensar a voz que ainda desafina em alguns momentos, a cantora faz de sua nova turnê um grande circo, mais moderno do que a anterior, mas ainda milimetricamente coreografado. Teve cavalo mecânico articulado em Dark Horse, dançarinos vestidos de gatos que sapateavam em Hot N Cold, e emojis infláveis sobre a plateia em This is How We Do. Tudo é muito pop, e, como dizem, "tendência". Sabendo disso, ela até desfila em versão felina cantando Vogue, de Madonna. Com grandes alegorias no palco, a apresentação da cantora, no entanto, era quase infantil e adocicada. Diferente da concorrente, e amiga, Rihanna, que fechou a noite anterior, não há muito espaço para sensualidade, mesmo ao cantar I Kissed a Girl.



É isso pessoal! Espero que tenham gostado do especial Rock In Rio!

Infelizmente, não pude falar sobre todos e nem pude falar muito dos que falei por causa de espaço e tempo. Tenho também que dar espaço aos outros colaboradores e falar sobre todo mundo iria demandar um tempo que eu não tenho. :( Além disso, falar muito sobre cada um deixaria o post super cansativo! 

Se vocês quiserem saber mais sobre a vida de algum desses que falei durante todo o especial (você pode conferir a parte I clicando aqui, e a parte II, aqui), só comentar aqui embaixo que eu farei um post especial sobre ele! Aproveita para dizer também qual foi o melhor show do Rock In Rio na sua opinião!

Até mais!


0 Novidades e vontades





Oi!

Sabe aquelas semanas em que você tem tanta coisa pra resolver que os dias passam voando e você fica meio que vivendo no "piloto automático"?

Essas últimas semanas foram exatamente assim pra mim e em vários momentos dessa correria geral eu  percebia como estava com saudade de escrever aqui no blog.

Eu não sei muito bem o que houve, mas o bicho da escrita me mordeu forte esses dias e eu estava muito ansiosa pra conversar um pouco sobre isso com vocês. 

Quando eu era mais nova, costumava escrever "historinhas" que eu só compartilhava com meus amigos da escola e gostava de saber o que eles achavam enquanto liam. Eram mini-livros e eu ficava muito feliz quando as pessoas se empolgavam com o enredo, davam sugestões ou ficavam ansiosas pra saber o que ia acontecer em breve.

Hoje, eu fico pensando que aquele foi, sem dúvida, um ótimo hábito e um ótimo exercício pra mim quando adolescente e, por alguma razão inexplicável, eu estou entrando numa vibe de voltar a fazer esse tipo de coisa. Por conta disso, estou sentindo muita (mas muita mesmo) vontade de estudar escrita criativa e, embora ainda não tenha começado a fazer nenhum curso, eu tenho lido bastante sobre o assunto em alguns sites bem interessantes que acabei encontrando e que eu posso divulgar aqui se alguém tiver interesse de dar uma olhada também.

Por conta também desse ímpeto de escrever, escrever, escrever, me inscrevi e fui aceita para ser colaboradora na Obvious. Pra quem não conhece, a Obvious é um projeto que reúne num mesmo site, textos produzidos por escritores lusófonos (originais de língua portuguesa) sobre temas como Música, Cinema, Fotografia, Sociedade, entre outros. A ideia do projeto é construir uma biblioteca de conteúdo de qualidade com a ajuda de escritores colaboradores. O editor do site, faz uma curadoria e de tempos em tempos seleciona alguns textos que ficam em maior destaque. Eu estou bastante interessada em ver como vai funcionar essa dinâmica.

Aqui no blog, eu posso dizer que eu sou a "curadora" do conteúdo, mas acho que vai ser bastante interessante inverter o papel também. Eu tenho muito a aprender, de fato!

Eu estou amadurecendo qual será a diferença entre o conteúdo que eu publico aqui em relação ao conteúdo que eu pretendo publicar lá. Mas, de uma coisa já tenho total certeza: aqui, serei bem eu (como sempre) e lá os textos serão mais reflexivos, mais impessoais, com um tom um pouco diferente do que estamos acostumados aqui. Não que não vá existir um pouco de uma coisa na outra, mas vocês entenderam o que eu quis dizer, né? haha

Já tenho algumas ideias para textos que farei através da Obvious e vou ficar muito feliz se vocês me acompanharem lá também.

Pelo correria dos últimos dias, temos vários posts que estão na fila de espera pra sair aqui no BB&B, então fiquem de olho que vamos fazer de tudo pra postar bastante nos próximos dias.

Nós (eu + os colaboradores) tentamos nos organizar para postar todos os dias de outubro, mas nossas vidas atribuladas não permitiram que mantivéssemos o projeto. Vamos torcer pra dar certo em outro mês, ok?!

Muitos beijos!

0 Tapete Vermelho: Especial Rock In Rio PT. II



Olá pessoal!

Hoje vamos dar continuidade ao nosso Especial Rock In Rio! 

O primeiro post do especial já saiu tem alguns dias e, se você ainda não conferiu, clica aqui! Lá eu explico como o Adam Lambert conheceu o Queen; porque Ryan Tedder, vocalista do OneRepublic, passou fome para formar a banda; e como Rod Stewart ainda se mantém como ícone do pop rock romântico mesmo depois de 50 anos de carreira.

Essa semana, vamos resgatar dois artistas que se apresentaram no último domingo, dia 20, e vamos falar de uma banda que se apresenta hoje no Rock In Rio e não produz material novo há quase 10 anos, mas que continua fazendo um belo de um som!




ELTON JOHN



Não há parâmetros para definir o talento e a personalidade de Sir Elton John. Nascido Reginald Kenneth Dwight em Londres em 25 de março de 1947, é cantor, compositor, ator , pianista, músico e produtor musical. O cara é o pacote completo, mesmo com 50 anos de carreira. Possui 35 discos de ouro e 25 discos de platina, já vendeu mais de 450 milhões de discos em todo o mundo, e detém o single mais vendido de todos os tempos, a música Candle In The Wind, sendo apontado como um dos maiores hit makers do século XX. E, acredite se quiser, mas o cara já fez mais de 3500 shows ao redor do mundo. Acho que eu nem sei contar até lá! (Desculpa gente, sou de humanas).

Seu nome artístico advém de dois integrantes de sua antiga banda de adolescente, Bluesology, Elton Dean (saxofonista) e Long John Baldry (líder da banda). 

A carreira de Elton John atravessa a quarta década de ininterrupto sucesso. Nos anos setenta, a época que muitos consideram como sendo o auge da sua carreira (foi considerado o segundo artista mais importante dessa década, superado apenas por Paul McCartney), já podia ser considerado como um dos maiores cantores de rock do planeta.



Mais do que merecido, a canção Candle In The Wind alcançou 3 vezes o topo das paradas de sucesso. Lançada originalmente em 1973 em homeagem a Marilyn Monroe, chegou em 11° lugar nas paradas Britânicas. Em 1986, Elton john cantou em um concerto na Austrália. No ano seguinte, foi lançado um CD ao vivo e a música chegou em 5° lugar nas paradas Britânicas. Em 1997, após a morte da Princesa Diana, pediram a Elton que tocasse algo no show. Seu letrista Bernie Taupin, sem tempo de pensar em algo, acabou reescrevendo Candle In The Wind, resultado: 1° lugar no mundo todo, com transmissão ao vivo em diversos países. No mesmo ano obteve o record de Single mais vendido da história. Sou bonzinho e catei o link da música no concerto da Austrália pra vocês! :) Você pode ouvir aqui.

Elton John é homossexual assumido e vive com o companheiro David Furnish há 21 anos. O músico britânico e o cineasta canadense já haviam se unido no civil em 2005, mas resolveram se casar depois que a Inglaterra aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em março de 2014. O casamento aconteceu em dezembro do mesmo ano. Mais amplo, além de garantir direitos como o acesso à herança do parceiro, da mesma forma que a união civil, o casamento possibilita que os noivos troquem de sobrenome, por exemplo. O casal tem dois filhos nascidos de uma barriga de aluguel: Zachary, de 3 anos, e Elijah, de 1 ano e 11 meses.



No palco, John e seu piano são duas máquinas de fazer música boa funcionando em perfeita sincronia. O cantor também é conhecido pelos seus duetos, são mais de 70, com artistas de vários estilos. Já fez dueto com Elvis Presley, Queen, Rihanna, RuPaul, Lady Gaga, BackStreet Boys, Janet Jackson, Axl Rose e muuuuuitos outros.


A primeira vez que Elton esteve no Brasil foi no ano de 1978, para passar o carnaval, junto com os amigos Rod Stewart e Peter Frampton. Não houve espetáculos durante a sua estadia.


A segunda vez foi durante a turnê do álbum Made In England, em 1995, quando se apresentou tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. 

Em Fevereiro de 2007 chegou a ter um show grátis confirmado, que aconteceria na Praia de Copacabana, e seria nos mesmos moldes do show dos Rolling Stones de 2006. Porém, depois de diversas informações desencontradas e o adiamento, por fim o show acabou cancelado. Especulações levam a crer que houve desistência de patrocinadores.

Em janeiro de 2009 ele retornou ao Brasil, com o show baseado em sua turnê Rocket Man, de 2007, e passou pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Quem fez a abertura dos shows foi o também cantor pop britânico James Blunt. No dia 15 de janeiro houve um show particular para o patrocinador, o Banco Cruzeiro do Sul, e seus convidados na Sala São Paulo, na capital paulista, com lotação limitada a mil pessoas.

Tocou o dia 23 de setembro de 2011 na cidade do Rio de Janeiro na abertura do Rock in Rio.

Veio profissionalmente o Brasil pela quarta vez em fevereiro e março de 2013, para shows em São Paulo (transmitido pela Multishow), Porto Alegre, Brasilia, Belo Horizonte e Recife.

No Rock In Rio desse ano, Elton John achou sua turma no Rock in Rio. A dos veteranos. No show deste domingo, depois de Seal e antes de Rod Stewart, no Palco Mundo, o inglês ficou mais à vontade do que há quatro anos. Em 2011, ele cantou entre as novinhas Katy Perry e Rihanna. Cantou para os fãs delas. Não deu muito certo. Além disso, ele chegou atrasado e cortou o bis do show. Neste retorno, ele não deixou de fora Your song, seu primeiro hit. 

Todo de azul com brilhantes e uma inscrição "Fantastic" nas costas, Elton brilhava especialmente nos momentos sozinho ao piano, como no início de "Rocket man". O público curtia tranquilo, sem a histeria que se espera de uma noite "teen". Músicas mais soturnas, como Sorry Seems to Be the Hardest Word e Don't Let the Sun Go Down on Me funcionaram bem. "Toda vez que vamos ao Brasil temos a melhor experiência , então obrigado por todos esses anos de gentileza", elogiou Elton. Ele também foi generoso com o tempo: o show estava programado para durar uma hora e quinze minutos e durou cerca de vinte minutos a mais que o esperado. Isso porque, dessa vez, ele chegou na hora.







JOHN LEGEND


Charmoso, bonito, carismático, recatado, apaixonante. Não faltam palavras para descrever o estilo "come quieto" de John Legend. O cantor se apodera de uma guitarra e na primeira nota você já tem vontade de se achegar naquele alguém especial pra dançar juntinho.

John Roger Stephens, o capricorniano nascido em Springfield, Ohio em 28 de dezembro de 1978 é um cantor, compositor e produtor. Ele estava meio esquecido do público, mas voltou à mídia esse ano por vencer o Oscar na categoria de Melhor Canção Original pela canção Glory para o filme "Selma - Uma Luta Pela Igualdade", que versa sobre a história da luta do movimento negro, liderada por Martin Luther King, nos Estados Unidos.

John é formado em Letras-Inglês, com especialização em literatura afro-americana na Universidade da Pensilvânia. Na faculdade, participou de um grupo de jazz chamado Counterparts. Foi apresentado à cantora Lauryn Hill, e tocou piano na faixa Everything Is Everything do primeiro álbum solo da cantora. Terminou a faculdade em 1999 e começou a compor suas próprias músicas e gravou dois álbuns independentes que eram vendidos em suas apresentações: "John Stephens" (2000) e "Live at Jimmy Uptown (2001). Ainda fez partipações em álbuns de cantores como Alicia Keys e Jay-Z.

Participou do grupo Outkast nos meados de 2005, Ele também colaborou com Slum Village na música Selfish (Top 100 nos EUA), música que Kanye West também participa. Legend participou do CD Late Orchestration de Kanye West, tocando piano ao vivo em Londres. Fez backing vocal em Encore de Jay-z, You Don't Know My Name da Alicia Keys , High Road do Fort Minor. 

Em 2005 cantou o clássico With You I'm Born Again com Mariah Carey no especial Save The Music. Seu irmão Vaughn Anthony também é cantor.Também participou do álbum How I Got Over (2010) do grupo de rap americano The Roots.

Em Dezembro de 2011 começou a namorar a modelo Chrissy Teigen. Eles se casaram no dia 14 de setembro de 2013, em Como, Itália. A música All Of Me foi escrita especialmente para sua esposa.


No Rock In Rio desse ano, ele fechou as apresentações do Palco Sunset no último domingo.

Com muita gente sentada nas proximidades do espaço secundário de shows, tudo só engrenou a partir de "Green light", oitava música da apresentação do cantor americano de 36 anos e quatro discos lançados.

Legend tem seus momentos piano, voz e suor (Ordinary People, por exemplo), mas quase sempre é escudado por uma boa banda.

Baixista, trompetista e saxofonista ajudam a dar aquele tom sensual (ui!) que um show de pop soul apaixonado pede. 

O final representa o que há de melhor no cancioneiro romântico de elevador. É tudo tão suave que chega a afugentar um ou outro ouvinte mais exigente. Chega a ser uma covardia com casais tocar Lay me Down, You & I e All of Me na sequência. Haja coração.

A última da noite foi "Glory".

Românticos também podem ser engajados, veja bem.







SYSTEM OF A DOWN


Anos de carreira, inúmeras críticas políticas, mil instrumentos no palco e influências até do Jazz compõem a bela mistura que é System of a Down, que fecha o 4º dia do festival, nessa quinta feira, e é perfeita pra quem gosta de rock pesado, mas que não chega a ser metal.

System of a Down (às vezes abreviado por SOAD ou System) nasceu em Glendale, Califórnia em 1992. É composta por Serj Tankian (vocais e teclados), Daron Malakian (guitarra, vocais), Shavo Odadjian (baixo) e John Dolmayan (bateria). O grupo é conhecido pelas letras de suas músicas, que possuem carga política pesada, o que trouxe fama ao grupo. Quando eu disse que eles usam mil instrumentos, não era brincadeira. Os integrantes são multi talentosos e utilizam grande variedade de instrumentos, incluindo guitarra barítona, mandolins elétricos, cítaras, violões de doze cordas entre outros instrumentos orientais.

Suas principais influências são as bandas mais antigas de Rock alternativo, como a canadense Nomeansno e, principalmente, Faith No More, no qual muitas músicas tem um estilo vocal e andamento/peso parecidos, o que indiretamente também os levou a terem influências do Heavy metal, Punk rock, Jazz, Fusion, música folk da Armênia, Rock, Rock clássico, Blues e Industrial.

A banda alcançou enorme sucesso comercial com o lançamento de cinco álbuns de estúdio, dos quais três estrearam no número um da Billboard 200. Além disso, o grupo já foi indicado para quatro Grammy Awards, e sua canção B.Y.O.B. (Bring Your Own Bombs) venceu o prêmio de Melhor Performance de Hard Rock em 2006.

A fase dourada do SOAD surge após o lançamento do álbum Toxicity, que estreou em primeiro lugar na Billboard, em 2001, e atingiu o topo das paradas no Canadá, inclusive na semana dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York. Permaneceu ainda assim no topo na semana dos ataques, embora sob fortes críticas políticas sobre o controverso single Chop Suey! que foi banido das rádios americanas devido à sua letra, pois tinha uma grande semelhança aos ataques que aconteceram. A canção, mesmo com a polêmica, foi indicada ao Grammy. Também em 2001 banda entra em uma multiturnê, chamada de Pledge of Alligeance, com Slipknot, Rammstein, Mudvayne, American Head Charge e No One, para promover o álbum Toxicity.

Em 2002, SOAD lançou o álbum Steal This Album!, cujo grande destaque foi a canção Boom!, cujo vídeo gravado em 2003, representava um protesto contra a guerra do Iraque feita pelos Estados Unidos, mostrando protestos contra a guerra em todo mundo, inclusive no Rio de Janeiro e São Paulo. Deu pra perceber que a galera gosta de alfinetar as atitudes dos EUA né?

Em 2006, a banda entrou em hiato por tempo indeterminado, mas eles sinalizaram que não era o fim da banda, apenas um tempo para que os integrantes pudessem focar um pouco mais nas suas vidas pessoais e em outros projetos.  Daron disse numa entrevista a MTV: "Não vamos acabar. Se esse fosse o caso não teriamos feito o [show no festival] Ozzfest. Após o Ozzfest, vamos fazer uma longa pausa e realizar os nossos próprios projetos. Como banda, temos estado juntos há mais de 10 anos, e eu penso que uma pausa seria algo saudável."

Durante o hiato cada um seguiu seu próprio projeto. Serj Tankian já fazia diversos poemas, sobre guerras, genocídio armênio. E como ele ganhou bastante tempo para seus projetos, decidiu lançar seu primeiro álbum solo em 2007, Elect The Dead, pela via Serjical Strike/Reprise Records, tinha vários singles como Empty Walls, Sky Is Over e Baby. Graças à sua voz poderosa, está em 26º na lista "Os 100 Melhores Vocalistas de Heavy Metal de Todos os Tempos", segundo a revista estadunidense Hit Parade, fez diversos shows pelo país, e mesmo depois da volta do SOAD, ele voltou a fazer novos singles e lançou dois novos álbuns solo.

Daron Malakian aproveitou o hiato para voltar a fazer seu projeto Scars On Broadway dessa vez junto á Dominic Cifarelli, Danny Shamoun, Jules Pampena e o baterista do SOAD John Dolmayan. Eles gravaram alguns singles em 2007 e lançaram-os em 2008 no primeiro álbum da banda Scars On Brodway. A banda fez diversos shows.

Shavo Odadjian seguiu sua carreira como DJ na banda de rap/hiphop Achozen, mas nenhum álbum foi lançado.

John Dolmayan ajudou Serj com alguns toques de bateria no seu álbum Elect the Dead, e foi baterista do Scars on Broadway no período 2007 a 2011. Em 2009, John participou de uma audição de testes para baterista do Smashing Pumpkins, porém ele não entrou na banda. Depois disso formou uma banda chamada "Indicator" que realizou apenas alguns shows e não lançou nenhuma música em versão de estúdio, apenas alguns vídeos gravados durantes as apresentações

O retorno do SOAD se deu em 29 de novembro de 2010. O retorno foi anunciado por meio de sua página oficial na Internet e os integrantes acabaram embarcando numa turnê mundial para o ano seguinte. Em 2011, apresentaram-se no último dia do Rock in Rio. No dia 24 de abril de 2015, a banda fez um show especial em lembrança aos 100 anos dos eventos do Genocídio Armênio em Erevan e que contou com mais de 50.000 pessoas, o show foi aberto ao público e transmitido pela internet. Este show foi o primeiro concerto da banda na Armênia. Ou seja, a banda está há quase 10 anos sem lançar nada e mesmo assim consegue lotar vários shows.



E fiquem ligados porque semana que vem o Rock In Rio termina e ainda tem mais uma postagem sobre ele vindo por aí!

Até mais!


0 Tapete Vermelho: Especial Rock In Rio PT. I

Olá pessoal!

Como todos sabem na última sexta feira teve início o aguardado Rock In Rio desse ano!



Em 2015, o festival completa 30 anos e traz atrações clássicas que marcaram a história do festival desde os seus primórdios como Queen e Rod Stewart, mas também traz atrações novas que fizeram muito sucesso em edições anteriores como Rihanna e Katy Perry.

Line-Up do primeiro Rock In Rio em 1985.

O Especial Rock In Rio aqui na coluna vai trazer um pouquinho da vida e trajetórias de algumas das atrações mais marcantes do festival. Começando com os destaques do dia 18, a banda Queen + Adam Lambert e OneRepublic. (Mas antes, uma imagem da reboladinha do Ney Matogrosso ao abrir o festival, como fez em 1985:)







QUEEN + ADAM LAMBERT























Todo mundo já fez aquela batidinha na mesa ao ritmo de We Will Rock You. Todo mundo, em algum momento da vida já citou We Are The Champions ao realizar um feito na vida. Queen deixou sua marca dificilmente apagável da memória de qualquer pessoa ao redor do mundo. Os acordes incríveis do guitarrista Brian May, do baterista Roger Taylor, do baixista John Deacon, alinhados à voz e personalidade poderosas de Freddie Mercury fizeram da banda uma referência no mundo do rock.

Com o falecimento de Freddie Mercury devido à deterioração pela AIDS em 1991, as estruturas do grupo ficaram comprometidas. John Deacon afastou-se dos palcos e dos holofotes e até hoje prefere se manter no anonimato. Os outros dois continuaram fazendo shows menores e formulando parcerias, como a Queen + Paul Rodgers, que rendeu muitas críticas à formação e trouxe resultados mais negativos que positivos.

E onde é que Adam Lambert entra na brincadeira?

Bom, Lambert foi participante da oitava edição do American Idol, em 2009, e era fã declarado do Queen. Brian May e Roger Taylor apareceram como convidados e se apresentaram com Lambert. Nesta performance, Lambert e o eventual vencedor, Kris Allen, cantaram "We Are the Champions", juntamente com a banda e os outros integrantes que foram eliminados durante o programa. 

Logo após o final, Brian May insinuou à revista Rolling Stone que ele estava considerando Lambert como um frontman para um supergrupo a partir do Queen. May revelou mais tarde que ele ficou interessado em Lambert como um substituto para Paul Rodgers depois de assistir a um vídeo de audição de Lambert para American Idol, onde ele cantou "Bohemian Rhapsody".

Voz linda, tatuado, abertamente gay, rebelde, Lambert tinha aquela atitude maior que a vida, que você não conseguia pegar nas mãos. Parecia um "mini" Freddie Mercury mesmo, versão 2.0.

Em novembro de 2011, Adam Lambert se juntou a Brian e Roger para uma performance especial no MTV Europe Awards em Belfast, onde Queen recebeu o prêmio de Ícone Global. Em seguida no mesmo ano, foi relatado que, em dezembro, May e Taylor tinham começado discussões com Lambert para ele se tornasse front-man do Queen em concertos. 


Em 2012, eles saíram pela Europa na Queen + Adam Lambert Tour 2012, inaugurando a série de colaborações entre os dois membros ativos do Queen e Adam.



A turnê começou em Junho de 2012 na Praça da Independência de Kiev, um show conjunto com Elton John no auxílio da Fundação ANTI AIDS de Elena Pinchuk. Na sequência do concerto de Kiev, o grupo estava pronto para tocar uma série de datas no festival "UK Sonisphere Festival", porém, o festival foi cancelado. Devido às datas canceladas, o grupo resolveu realizar então três concertos no Hammersmith Apollo de Londres para encerrar a turnê. Todos os shows foram considerados sucessos pela bilheteria esgotada.




Em 2014, Queen + Adam Lambert saiu em turnê novamente, dessa vez, uma turnê mundial. Seguindo em sua turnê 2012 e sua aparição no iHeartRadio Music Festival 2013, a banda anunciou uma turnê da América do Norte de 2014. De acordo com a Pollstar, a turnê da América do Norte e Oceania arrecadou 37 milhões de dólares, classificando-os número 35 no top 100 concertos em todo o mundo em 2014. Na sequência do enorme sucesso de sua turnê norte-americana, a turnê foi ampliada para Austrália, Nova Zelândia e na Ásia, a Europa e na América do Sul em 2015. As turnês têm contado com Spike Edney, também na guitarra, Neil Fairclough, nos baixos e Rufus Taylor, filho de Roger Taylor, nos teclados.

Assim, como na primeira edição do Rock In Rio, Queen fechou a noite do primeiro dia. O show fez parte da última turnê que mencionei. Houve muitas críticas, principalmente ao estilo de Lambert, que muitos afirmam não chegar aos pés de Freddie. Além disso acham as críticas dizem que ele é "exagerado demais". Outros, um pouco sem noção, criticam o fato de ele ser abertamente gay, sendo que o próprio Freddie Mercury era assumido. Porém, os elogios também vêm de todos os lugares. Muitos elogiam o talento, a presença de palco e o poderoso tom de voz de Adam. O próprio Brian May já admitiu em entrevista que a parceria com Lambert trouxe muito mais resultados positivos do que negativos e que, possivelmente, com o fim dessa turnê, o Queen poderá não realizar mais shows. A idade chega para todos, né, e Brian e Roger, já chegando na casa dos 70 anos e perdendo energia, tom de voz e disposição para shows, podem pendurar as paletas em breve.






ONEREPUBLIC




Seria reducionismo demais chamá-los de boy band. Os ingredientes todos estão lá. Canções de amor com forte apelo adolescente, jovens bonitos e garotas emocionadas na plateia. Mas o OneRepublic, que tocou no Rock in Rio também no dia 18 logo antes de Queen + Adam Lambert, chegou nas asas de um líder e vocalista de carisma e competência absurdas. Ryan Tedder, jovem produtor que lutou para erguer seu grupo nos Estados Unidos em 2002, fez com que a banda alcançasse grande sucesso no MySpace, tornando-se o ato mais importante do site naquele momento.

Visionário precoce que vendeu tudo o que tinha para se tornar músico, Tedder coloca sua mão em todos os detalhes. Gosta de trabalhar o virtuosismo de seus músicos, pensa fora da caixinha para montar um show.

OneRepublic é uma típica banda americana do Colorado e fez história nas rádios quando com seu primeiro single, "Apologize", que, em 2007, recebeu a maior quantidade de airplays da história nos Estados Unidos, tocando 10.331 vezes em uma semana, tendo seu recorde quebrado por Bleeding Love de Leona Lewis (canção foi escrita e produzida por Tedder), Poker Face de Lady Gaga e California Gurls de Katy Perry. O remix de Timbaland para a música impulsionou ainda mais o sucesso da mesma, o que gerou o altíssimo número de airplays.

A banda voltou ao top 10 da Billboard apenas mais recentemente, com Counting Stars, terceiro single do album Native. A canção alcançou o Top 10 de mais de 40 países e vendeu mais de 5 milhões apenas nos Estados Unidos.

A banda deu certo devido a um incrível esforço de Tedder. Ao vencer um concurso de música local, ele ganhou um contrato com uma gravadora pequena e através de um amigo em comum, conheceu o produtor Timbaland, que foi seu mentor durante muito tempo em que passou compondo músicas para Natasha Bedingfield, Leona Lewis e Jennifez Lopez. Isso tudo por volta de 2000. Em 2002, ele retornou ao Colorado e reencontrou um amigo de infância, o hoje baterista da banda Zach Filkins. Eles queriam formar uma banda, mas não possuíam contatos. Foi quando decidiram se mudar para Los Angeles e sair batendo na porta de quem poderia aceitar integrar a banda. A procura não foi fácil, chegaram a passar fome algumas vezes. Depois de uma intensa busca, eles conheceram Drew Brown, atual guitarrista, Brent Kutzle, atual baixista e Eddie Fisher, atual baterista.

Tendo consolidado OneRepublic, eles conseguiram assinar um contrato com uma empresa multinacional, mas não funcionou, por muitas razões e foram desmotivados, relegados a uma espécie de limbo. "Depois de todo o tempo que tinha tomado para chegar onde estávamos nós nos sentimos deflacionados pelas minhas velas", diz Tedder. "Não tínhamos certeza, mas eles queriam continuar com o grupo". Porém sua página no MySpace começou a receber milhares de acessos, tornando-os a banda mais importante do website. "Talvez o clima de música mudou", disse Filkins. "De repente, começamos a receber e-mails de jovens que nos disseram que através da nossa músicas não tinham sido mortos, ou tinham sido capazes de lidar com o divórcio de seus pais. Finalmente conseguimos nos conectar com o público. E dissemos 'agora não podemos parar'".

A partir daí, os contratos brotaram do chão. Desde 2007, já são 3 álbuns e várias indicações ao Grammy, porém nunca levaram o gramofone dourado pra casa. Atualmente, Tedder terceiriza seu talento ao também escrever músicas para Taylor Swift, Madonna, Adele, Beyoncé e Maroon 5. Há quem o chame de "Jay-Z branco". A revista Billboard preferiu classificá-lo como "o rei desconhecido do pop".


No show do atual Rock In Rio, de tudo que ele fez, marcou seus fãs na Cidade do Rock com o primeiro grande hit, Apologize, e desfilou Secret, Stop and Stare, Something I Need e, claro, Counting Stars. Com muitos gritos em falsete (Débora, amiga da Mc Melody curtiu isso), Ryan conseguiu empolgar sem forçar uma performance "pavão" como a de Adam Lambert seria. Ele opta pelo bom-mocismo e isso agradou muito o público, tanto o jovem que se empolgou em coro nas canções, quanto os mais velhos que claramente só estavam ali para ver o Queen.






ROD STEWART

Rod Stewart fechou a noite de ontem, terceiro dia de Rock In Rio, com seu pop rock romântico ao lado de Elton John. Foi o dia perfeito pra quem curte esse estilo e quis curtir em família.



Um também veterano do Rock In Rio (curiosamente, também fechou a terceira noite da edição de 1985), Roderick David Stewart completou 70 anos em 10 de janeiro desse ano, nasceu em Highgate, Londres e tem ascendência escocesa.


Conhecido por sua voz áspera e rouca, Rod Stewart começou a ficar conhecido no final dos anos 60 quando participou da Jeff Beck Group e depois juntou-se ao The Faces, iniciando paralelamente sua carreira solo que já dura cinco décadas.



Ao longo de sua carreira, Rod atingiu várias vezes as paradas de sucesso, principalmente no Reino Unido, onde ele atingiu o primeiro lugar 24 vezes ficou entre o top 10 e seis vezes em #1 entre as músicas mais executadas, e 9 vezes em #1 em nível mundial. Rod Stewart já vendeu 265 milhões de álbuns desde o início de sua carreira. Tem hits como: Maggie May, Do Ya Think I'm Sexy? , I Don't Want to Talk About It, Sailing, Young Turks, Baby Jane, Have I Told You Lately, Tonight The Night, The First Cut Is The Deepest, You're in My Heart, Rhythm of My Heart, Forever Young, Downtown Train, Hot Legs, Passion, Some Guys Have All The Luck, Tonight I'm Yours (Don't Hurt me), People Get Ready, Every Beat Of My Heart, My Heart Can´t Tell You No e "It's Over".


Rod é o 23º na lista de melhores artistas da história e 17º na de mais bem sucedidos de todos os tempos. Com 2 Grammy vencidos, se tornou uma das figuras mais irreverentes do mundo. Sua canção mais vendida foi o hit Do Ya Think I'm Sexy?, de 1978, que atingiu o número 1 em praticamente todos os países e vendeu mais de 4 milhões em todo o mundo. E acredite se quiser, Rod tem mais de 25 álbuns entre gravações e regravações.

Eu pessoalmente não conhecia muito do trabalho dele, assim como muita gente da minha geração e tive que consultar meus pais e avós para poder ter algumas referências pessoais dele. HAHAHAH Decidi buscar mais sobre a música dele e o som dele é justamente aquele rockzinho romântico que você você coloca ao fundo enquanto lê um livro, ou enquanto está deitado numa rede relaxando. O sucesso do cara é explicado pelo talento e voz singlurares. E acredita que antes de fazer sucesso, Rod Stewart era coveiro? SIM! HAHAHHA Infelizmente não achei alguma foto boa desse momento da vida dele.

Rod Stewart casou-se três vezes e teve oito filhos.

Ele é grande fã de futebol e torce para o clube escocês Celtic Football Club, tendo inclusive sido apanhado a chorar compulsivamente quando da vitória deste clube contra o Barcelona, por 2-1, em jogo a contar para a fase de grupos da Champions League de 2012-13. Na Inglaterra, ele prefere o Manchester United. No show que realizou em Curitiba na última quinta, 17, na Arena da Baixada, recebeu de presente uma camisa do Atlético-PR. Por causa de sua paixão pelo futebol, e sua amizade com os ex-craques Paulo Cesar Caju e Marinho Chagas, nos anos 70 o cantor declarou o seu amor pelo Rio de Janeiro e pelo Fluminense Futebol Clube, que na época possuía um time de grandes jogadores como Rivelino, Dirceu, Doval, Paulo Cesar, Carlos Alberto Torres e onde posteriormente jogou Marinho Chagas.

Em 2004 recebeu uma estrela com seu nome na Calçada da Fama.

Em 2006 recebeu o título de Comandante do Império Britânico pela rainha Elizabeth II. Ele disse que estava muito feliz com o prêmio, quando recebeu a notícia em sua casa em Palm Springs, na California.

Rod Stewart já é um velho conhecido do Rio por fazer um show em 1994 na praia de Copacabana para 3,5 milhões de pessoas durante a comemoração do ano novo, um recorde histórico.



E fiquem ligados que essa semana ainda tem a parte II do Especial Rock In Rio!

Até mais! :)