0 O bom silêncio e a má ausência




Oi! No dia do meu aniversário, eu escrevi um post contando um pouco sobre mim, que vocês podem ler aqui. E, depois, escrevi um textinho sobre esperança, que vocês podem ler clicando aqui. Resumo da ópera: adorei fazer esses post mais ~reflexivos~! É sempre bom ter um tempo pra dar uma filosofada sobre a vida, né? E foi nesse clima que eu decidi escrever esse texto de hoje.

Eu admito que sou uma pessoa com emoções à flor da pele. Eu consigo ficar deprimida ou histérica em cinco segundos dependendo da situação. Não, eu não sou bipolar. Só bastante emotiva mesmo.  E, eu acredito que esse vaivém de sentimentos, e a parte grande que isso ocupa na minha vida, me transformou numa pessoa que se importa muito com como as pessoas ao meu redor estão se sentindo.

Se existe uma coisa que me incomoda num nível extremo são pessoas que simplesmente ignoram o estado daqueles que estão ao seu redor. Por exemplo, gente que vê alguém feliz e comemorando e fica super blasé, como se não quisesse que a pessoa tivesse se dado bem ou, ainda pior, gente que vê alguém ali do lado, chorando, sofrendo, e não consegue dizer uma palavra, não conseguem demonstrar nada.

Quando eu era criança e adolescente, eu morria de medo de dar uma festa de aniversário em que ninguém aparecesse. Ainda bem que isso nunca aconteceu! Mas hoje, eu sei que dói mais quando a ausência é num momento de tristeza.

Em momentos difíceis, a gente percebe que alguns dos que estão próximos podem simplesmente desaparecer ou se fingirem de mortos, enquanto outras pessoas, das quais você não esperava nada dão um conforto, um suporte que você jamais poderia imaginar.

Eu passei por uma situação muito triste nos últimos tempos, e posso dizer que foi exatamente o que aconteceu comigo. Eu cheguei a uma conclusão de que algumas pessoas simplesmente não sabem como agir nessas situações. Não sabem o que fazer, o que dizer, e acabam agindo dessa forma por falta de tato mesmo.

 Mas, a lição mais importante que eu tirei daí foi que muitas vezes alguém em silêncio ao seu lado conforta muito mais do que qualquer discurso ou ação expressiva. E eu nem digo ao lado fisicamente, mas alguém que se preocupa em apenas te ligar, te escrever, ou pedir que alguém te diga em nome dela “eu estou aqui”.

Hoje, por ter vivido isso, eu espero ter aprendido um pouco mais sobre como agir com as pessoas à minha volta. E sobre como adotar uma atitude consciente e proativa em relação às pessoas, especialmente por perceber como essa indiferença pode machucar muito o próximo, mesmo que pra gente não pareça tão grave.

Eu sou a favor do choro, do abraço, da mão dada, de falar muito, de desabafar e estou aqui pra quem precisar.

Ah, obrigada por aqueles que estiveram lá por mim [longe e perto]! Vocês nem imaginam a diferença que fizeram. Muito, muito, muito obrigada!
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