0 Tapete Vermelho: Especial Rock In Rio PT. I

Olá pessoal!

Como todos sabem na última sexta feira teve início o aguardado Rock In Rio desse ano!



Em 2015, o festival completa 30 anos e traz atrações clássicas que marcaram a história do festival desde os seus primórdios como Queen e Rod Stewart, mas também traz atrações novas que fizeram muito sucesso em edições anteriores como Rihanna e Katy Perry.

Line-Up do primeiro Rock In Rio em 1985.

O Especial Rock In Rio aqui na coluna vai trazer um pouquinho da vida e trajetórias de algumas das atrações mais marcantes do festival. Começando com os destaques do dia 18, a banda Queen + Adam Lambert e OneRepublic. (Mas antes, uma imagem da reboladinha do Ney Matogrosso ao abrir o festival, como fez em 1985:)







QUEEN + ADAM LAMBERT























Todo mundo já fez aquela batidinha na mesa ao ritmo de We Will Rock You. Todo mundo, em algum momento da vida já citou We Are The Champions ao realizar um feito na vida. Queen deixou sua marca dificilmente apagável da memória de qualquer pessoa ao redor do mundo. Os acordes incríveis do guitarrista Brian May, do baterista Roger Taylor, do baixista John Deacon, alinhados à voz e personalidade poderosas de Freddie Mercury fizeram da banda uma referência no mundo do rock.

Com o falecimento de Freddie Mercury devido à deterioração pela AIDS em 1991, as estruturas do grupo ficaram comprometidas. John Deacon afastou-se dos palcos e dos holofotes e até hoje prefere se manter no anonimato. Os outros dois continuaram fazendo shows menores e formulando parcerias, como a Queen + Paul Rodgers, que rendeu muitas críticas à formação e trouxe resultados mais negativos que positivos.

E onde é que Adam Lambert entra na brincadeira?

Bom, Lambert foi participante da oitava edição do American Idol, em 2009, e era fã declarado do Queen. Brian May e Roger Taylor apareceram como convidados e se apresentaram com Lambert. Nesta performance, Lambert e o eventual vencedor, Kris Allen, cantaram "We Are the Champions", juntamente com a banda e os outros integrantes que foram eliminados durante o programa. 

Logo após o final, Brian May insinuou à revista Rolling Stone que ele estava considerando Lambert como um frontman para um supergrupo a partir do Queen. May revelou mais tarde que ele ficou interessado em Lambert como um substituto para Paul Rodgers depois de assistir a um vídeo de audição de Lambert para American Idol, onde ele cantou "Bohemian Rhapsody".

Voz linda, tatuado, abertamente gay, rebelde, Lambert tinha aquela atitude maior que a vida, que você não conseguia pegar nas mãos. Parecia um "mini" Freddie Mercury mesmo, versão 2.0.

Em novembro de 2011, Adam Lambert se juntou a Brian e Roger para uma performance especial no MTV Europe Awards em Belfast, onde Queen recebeu o prêmio de Ícone Global. Em seguida no mesmo ano, foi relatado que, em dezembro, May e Taylor tinham começado discussões com Lambert para ele se tornasse front-man do Queen em concertos. 


Em 2012, eles saíram pela Europa na Queen + Adam Lambert Tour 2012, inaugurando a série de colaborações entre os dois membros ativos do Queen e Adam.



A turnê começou em Junho de 2012 na Praça da Independência de Kiev, um show conjunto com Elton John no auxílio da Fundação ANTI AIDS de Elena Pinchuk. Na sequência do concerto de Kiev, o grupo estava pronto para tocar uma série de datas no festival "UK Sonisphere Festival", porém, o festival foi cancelado. Devido às datas canceladas, o grupo resolveu realizar então três concertos no Hammersmith Apollo de Londres para encerrar a turnê. Todos os shows foram considerados sucessos pela bilheteria esgotada.




Em 2014, Queen + Adam Lambert saiu em turnê novamente, dessa vez, uma turnê mundial. Seguindo em sua turnê 2012 e sua aparição no iHeartRadio Music Festival 2013, a banda anunciou uma turnê da América do Norte de 2014. De acordo com a Pollstar, a turnê da América do Norte e Oceania arrecadou 37 milhões de dólares, classificando-os número 35 no top 100 concertos em todo o mundo em 2014. Na sequência do enorme sucesso de sua turnê norte-americana, a turnê foi ampliada para Austrália, Nova Zelândia e na Ásia, a Europa e na América do Sul em 2015. As turnês têm contado com Spike Edney, também na guitarra, Neil Fairclough, nos baixos e Rufus Taylor, filho de Roger Taylor, nos teclados.

Assim, como na primeira edição do Rock In Rio, Queen fechou a noite do primeiro dia. O show fez parte da última turnê que mencionei. Houve muitas críticas, principalmente ao estilo de Lambert, que muitos afirmam não chegar aos pés de Freddie. Além disso acham as críticas dizem que ele é "exagerado demais". Outros, um pouco sem noção, criticam o fato de ele ser abertamente gay, sendo que o próprio Freddie Mercury era assumido. Porém, os elogios também vêm de todos os lugares. Muitos elogiam o talento, a presença de palco e o poderoso tom de voz de Adam. O próprio Brian May já admitiu em entrevista que a parceria com Lambert trouxe muito mais resultados positivos do que negativos e que, possivelmente, com o fim dessa turnê, o Queen poderá não realizar mais shows. A idade chega para todos, né, e Brian e Roger, já chegando na casa dos 70 anos e perdendo energia, tom de voz e disposição para shows, podem pendurar as paletas em breve.






ONEREPUBLIC




Seria reducionismo demais chamá-los de boy band. Os ingredientes todos estão lá. Canções de amor com forte apelo adolescente, jovens bonitos e garotas emocionadas na plateia. Mas o OneRepublic, que tocou no Rock in Rio também no dia 18 logo antes de Queen + Adam Lambert, chegou nas asas de um líder e vocalista de carisma e competência absurdas. Ryan Tedder, jovem produtor que lutou para erguer seu grupo nos Estados Unidos em 2002, fez com que a banda alcançasse grande sucesso no MySpace, tornando-se o ato mais importante do site naquele momento.

Visionário precoce que vendeu tudo o que tinha para se tornar músico, Tedder coloca sua mão em todos os detalhes. Gosta de trabalhar o virtuosismo de seus músicos, pensa fora da caixinha para montar um show.

OneRepublic é uma típica banda americana do Colorado e fez história nas rádios quando com seu primeiro single, "Apologize", que, em 2007, recebeu a maior quantidade de airplays da história nos Estados Unidos, tocando 10.331 vezes em uma semana, tendo seu recorde quebrado por Bleeding Love de Leona Lewis (canção foi escrita e produzida por Tedder), Poker Face de Lady Gaga e California Gurls de Katy Perry. O remix de Timbaland para a música impulsionou ainda mais o sucesso da mesma, o que gerou o altíssimo número de airplays.

A banda voltou ao top 10 da Billboard apenas mais recentemente, com Counting Stars, terceiro single do album Native. A canção alcançou o Top 10 de mais de 40 países e vendeu mais de 5 milhões apenas nos Estados Unidos.

A banda deu certo devido a um incrível esforço de Tedder. Ao vencer um concurso de música local, ele ganhou um contrato com uma gravadora pequena e através de um amigo em comum, conheceu o produtor Timbaland, que foi seu mentor durante muito tempo em que passou compondo músicas para Natasha Bedingfield, Leona Lewis e Jennifez Lopez. Isso tudo por volta de 2000. Em 2002, ele retornou ao Colorado e reencontrou um amigo de infância, o hoje baterista da banda Zach Filkins. Eles queriam formar uma banda, mas não possuíam contatos. Foi quando decidiram se mudar para Los Angeles e sair batendo na porta de quem poderia aceitar integrar a banda. A procura não foi fácil, chegaram a passar fome algumas vezes. Depois de uma intensa busca, eles conheceram Drew Brown, atual guitarrista, Brent Kutzle, atual baixista e Eddie Fisher, atual baterista.

Tendo consolidado OneRepublic, eles conseguiram assinar um contrato com uma empresa multinacional, mas não funcionou, por muitas razões e foram desmotivados, relegados a uma espécie de limbo. "Depois de todo o tempo que tinha tomado para chegar onde estávamos nós nos sentimos deflacionados pelas minhas velas", diz Tedder. "Não tínhamos certeza, mas eles queriam continuar com o grupo". Porém sua página no MySpace começou a receber milhares de acessos, tornando-os a banda mais importante do website. "Talvez o clima de música mudou", disse Filkins. "De repente, começamos a receber e-mails de jovens que nos disseram que através da nossa músicas não tinham sido mortos, ou tinham sido capazes de lidar com o divórcio de seus pais. Finalmente conseguimos nos conectar com o público. E dissemos 'agora não podemos parar'".

A partir daí, os contratos brotaram do chão. Desde 2007, já são 3 álbuns e várias indicações ao Grammy, porém nunca levaram o gramofone dourado pra casa. Atualmente, Tedder terceiriza seu talento ao também escrever músicas para Taylor Swift, Madonna, Adele, Beyoncé e Maroon 5. Há quem o chame de "Jay-Z branco". A revista Billboard preferiu classificá-lo como "o rei desconhecido do pop".


No show do atual Rock In Rio, de tudo que ele fez, marcou seus fãs na Cidade do Rock com o primeiro grande hit, Apologize, e desfilou Secret, Stop and Stare, Something I Need e, claro, Counting Stars. Com muitos gritos em falsete (Débora, amiga da Mc Melody curtiu isso), Ryan conseguiu empolgar sem forçar uma performance "pavão" como a de Adam Lambert seria. Ele opta pelo bom-mocismo e isso agradou muito o público, tanto o jovem que se empolgou em coro nas canções, quanto os mais velhos que claramente só estavam ali para ver o Queen.






ROD STEWART

Rod Stewart fechou a noite de ontem, terceiro dia de Rock In Rio, com seu pop rock romântico ao lado de Elton John. Foi o dia perfeito pra quem curte esse estilo e quis curtir em família.



Um também veterano do Rock In Rio (curiosamente, também fechou a terceira noite da edição de 1985), Roderick David Stewart completou 70 anos em 10 de janeiro desse ano, nasceu em Highgate, Londres e tem ascendência escocesa.


Conhecido por sua voz áspera e rouca, Rod Stewart começou a ficar conhecido no final dos anos 60 quando participou da Jeff Beck Group e depois juntou-se ao The Faces, iniciando paralelamente sua carreira solo que já dura cinco décadas.



Ao longo de sua carreira, Rod atingiu várias vezes as paradas de sucesso, principalmente no Reino Unido, onde ele atingiu o primeiro lugar 24 vezes ficou entre o top 10 e seis vezes em #1 entre as músicas mais executadas, e 9 vezes em #1 em nível mundial. Rod Stewart já vendeu 265 milhões de álbuns desde o início de sua carreira. Tem hits como: Maggie May, Do Ya Think I'm Sexy? , I Don't Want to Talk About It, Sailing, Young Turks, Baby Jane, Have I Told You Lately, Tonight The Night, The First Cut Is The Deepest, You're in My Heart, Rhythm of My Heart, Forever Young, Downtown Train, Hot Legs, Passion, Some Guys Have All The Luck, Tonight I'm Yours (Don't Hurt me), People Get Ready, Every Beat Of My Heart, My Heart Can´t Tell You No e "It's Over".


Rod é o 23º na lista de melhores artistas da história e 17º na de mais bem sucedidos de todos os tempos. Com 2 Grammy vencidos, se tornou uma das figuras mais irreverentes do mundo. Sua canção mais vendida foi o hit Do Ya Think I'm Sexy?, de 1978, que atingiu o número 1 em praticamente todos os países e vendeu mais de 4 milhões em todo o mundo. E acredite se quiser, Rod tem mais de 25 álbuns entre gravações e regravações.

Eu pessoalmente não conhecia muito do trabalho dele, assim como muita gente da minha geração e tive que consultar meus pais e avós para poder ter algumas referências pessoais dele. HAHAHAH Decidi buscar mais sobre a música dele e o som dele é justamente aquele rockzinho romântico que você você coloca ao fundo enquanto lê um livro, ou enquanto está deitado numa rede relaxando. O sucesso do cara é explicado pelo talento e voz singlurares. E acredita que antes de fazer sucesso, Rod Stewart era coveiro? SIM! HAHAHHA Infelizmente não achei alguma foto boa desse momento da vida dele.

Rod Stewart casou-se três vezes e teve oito filhos.

Ele é grande fã de futebol e torce para o clube escocês Celtic Football Club, tendo inclusive sido apanhado a chorar compulsivamente quando da vitória deste clube contra o Barcelona, por 2-1, em jogo a contar para a fase de grupos da Champions League de 2012-13. Na Inglaterra, ele prefere o Manchester United. No show que realizou em Curitiba na última quinta, 17, na Arena da Baixada, recebeu de presente uma camisa do Atlético-PR. Por causa de sua paixão pelo futebol, e sua amizade com os ex-craques Paulo Cesar Caju e Marinho Chagas, nos anos 70 o cantor declarou o seu amor pelo Rio de Janeiro e pelo Fluminense Futebol Clube, que na época possuía um time de grandes jogadores como Rivelino, Dirceu, Doval, Paulo Cesar, Carlos Alberto Torres e onde posteriormente jogou Marinho Chagas.

Em 2004 recebeu uma estrela com seu nome na Calçada da Fama.

Em 2006 recebeu o título de Comandante do Império Britânico pela rainha Elizabeth II. Ele disse que estava muito feliz com o prêmio, quando recebeu a notícia em sua casa em Palm Springs, na California.

Rod Stewart já é um velho conhecido do Rio por fazer um show em 1994 na praia de Copacabana para 3,5 milhões de pessoas durante a comemoração do ano novo, um recorde histórico.



E fiquem ligados que essa semana ainda tem a parte II do Especial Rock In Rio!

Até mais! :)















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