0 Tapete Vermelho: Especial Rock In Rio PT. II



Olá pessoal!

Hoje vamos dar continuidade ao nosso Especial Rock In Rio! 

O primeiro post do especial já saiu tem alguns dias e, se você ainda não conferiu, clica aqui! Lá eu explico como o Adam Lambert conheceu o Queen; porque Ryan Tedder, vocalista do OneRepublic, passou fome para formar a banda; e como Rod Stewart ainda se mantém como ícone do pop rock romântico mesmo depois de 50 anos de carreira.

Essa semana, vamos resgatar dois artistas que se apresentaram no último domingo, dia 20, e vamos falar de uma banda que se apresenta hoje no Rock In Rio e não produz material novo há quase 10 anos, mas que continua fazendo um belo de um som!




ELTON JOHN



Não há parâmetros para definir o talento e a personalidade de Sir Elton John. Nascido Reginald Kenneth Dwight em Londres em 25 de março de 1947, é cantor, compositor, ator , pianista, músico e produtor musical. O cara é o pacote completo, mesmo com 50 anos de carreira. Possui 35 discos de ouro e 25 discos de platina, já vendeu mais de 450 milhões de discos em todo o mundo, e detém o single mais vendido de todos os tempos, a música Candle In The Wind, sendo apontado como um dos maiores hit makers do século XX. E, acredite se quiser, mas o cara já fez mais de 3500 shows ao redor do mundo. Acho que eu nem sei contar até lá! (Desculpa gente, sou de humanas).

Seu nome artístico advém de dois integrantes de sua antiga banda de adolescente, Bluesology, Elton Dean (saxofonista) e Long John Baldry (líder da banda). 

A carreira de Elton John atravessa a quarta década de ininterrupto sucesso. Nos anos setenta, a época que muitos consideram como sendo o auge da sua carreira (foi considerado o segundo artista mais importante dessa década, superado apenas por Paul McCartney), já podia ser considerado como um dos maiores cantores de rock do planeta.



Mais do que merecido, a canção Candle In The Wind alcançou 3 vezes o topo das paradas de sucesso. Lançada originalmente em 1973 em homeagem a Marilyn Monroe, chegou em 11° lugar nas paradas Britânicas. Em 1986, Elton john cantou em um concerto na Austrália. No ano seguinte, foi lançado um CD ao vivo e a música chegou em 5° lugar nas paradas Britânicas. Em 1997, após a morte da Princesa Diana, pediram a Elton que tocasse algo no show. Seu letrista Bernie Taupin, sem tempo de pensar em algo, acabou reescrevendo Candle In The Wind, resultado: 1° lugar no mundo todo, com transmissão ao vivo em diversos países. No mesmo ano obteve o record de Single mais vendido da história. Sou bonzinho e catei o link da música no concerto da Austrália pra vocês! :) Você pode ouvir aqui.

Elton John é homossexual assumido e vive com o companheiro David Furnish há 21 anos. O músico britânico e o cineasta canadense já haviam se unido no civil em 2005, mas resolveram se casar depois que a Inglaterra aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em março de 2014. O casamento aconteceu em dezembro do mesmo ano. Mais amplo, além de garantir direitos como o acesso à herança do parceiro, da mesma forma que a união civil, o casamento possibilita que os noivos troquem de sobrenome, por exemplo. O casal tem dois filhos nascidos de uma barriga de aluguel: Zachary, de 3 anos, e Elijah, de 1 ano e 11 meses.



No palco, John e seu piano são duas máquinas de fazer música boa funcionando em perfeita sincronia. O cantor também é conhecido pelos seus duetos, são mais de 70, com artistas de vários estilos. Já fez dueto com Elvis Presley, Queen, Rihanna, RuPaul, Lady Gaga, BackStreet Boys, Janet Jackson, Axl Rose e muuuuuitos outros.


A primeira vez que Elton esteve no Brasil foi no ano de 1978, para passar o carnaval, junto com os amigos Rod Stewart e Peter Frampton. Não houve espetáculos durante a sua estadia.


A segunda vez foi durante a turnê do álbum Made In England, em 1995, quando se apresentou tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. 

Em Fevereiro de 2007 chegou a ter um show grátis confirmado, que aconteceria na Praia de Copacabana, e seria nos mesmos moldes do show dos Rolling Stones de 2006. Porém, depois de diversas informações desencontradas e o adiamento, por fim o show acabou cancelado. Especulações levam a crer que houve desistência de patrocinadores.

Em janeiro de 2009 ele retornou ao Brasil, com o show baseado em sua turnê Rocket Man, de 2007, e passou pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Quem fez a abertura dos shows foi o também cantor pop britânico James Blunt. No dia 15 de janeiro houve um show particular para o patrocinador, o Banco Cruzeiro do Sul, e seus convidados na Sala São Paulo, na capital paulista, com lotação limitada a mil pessoas.

Tocou o dia 23 de setembro de 2011 na cidade do Rio de Janeiro na abertura do Rock in Rio.

Veio profissionalmente o Brasil pela quarta vez em fevereiro e março de 2013, para shows em São Paulo (transmitido pela Multishow), Porto Alegre, Brasilia, Belo Horizonte e Recife.

No Rock In Rio desse ano, Elton John achou sua turma no Rock in Rio. A dos veteranos. No show deste domingo, depois de Seal e antes de Rod Stewart, no Palco Mundo, o inglês ficou mais à vontade do que há quatro anos. Em 2011, ele cantou entre as novinhas Katy Perry e Rihanna. Cantou para os fãs delas. Não deu muito certo. Além disso, ele chegou atrasado e cortou o bis do show. Neste retorno, ele não deixou de fora Your song, seu primeiro hit. 

Todo de azul com brilhantes e uma inscrição "Fantastic" nas costas, Elton brilhava especialmente nos momentos sozinho ao piano, como no início de "Rocket man". O público curtia tranquilo, sem a histeria que se espera de uma noite "teen". Músicas mais soturnas, como Sorry Seems to Be the Hardest Word e Don't Let the Sun Go Down on Me funcionaram bem. "Toda vez que vamos ao Brasil temos a melhor experiência , então obrigado por todos esses anos de gentileza", elogiou Elton. Ele também foi generoso com o tempo: o show estava programado para durar uma hora e quinze minutos e durou cerca de vinte minutos a mais que o esperado. Isso porque, dessa vez, ele chegou na hora.







JOHN LEGEND


Charmoso, bonito, carismático, recatado, apaixonante. Não faltam palavras para descrever o estilo "come quieto" de John Legend. O cantor se apodera de uma guitarra e na primeira nota você já tem vontade de se achegar naquele alguém especial pra dançar juntinho.

John Roger Stephens, o capricorniano nascido em Springfield, Ohio em 28 de dezembro de 1978 é um cantor, compositor e produtor. Ele estava meio esquecido do público, mas voltou à mídia esse ano por vencer o Oscar na categoria de Melhor Canção Original pela canção Glory para o filme "Selma - Uma Luta Pela Igualdade", que versa sobre a história da luta do movimento negro, liderada por Martin Luther King, nos Estados Unidos.

John é formado em Letras-Inglês, com especialização em literatura afro-americana na Universidade da Pensilvânia. Na faculdade, participou de um grupo de jazz chamado Counterparts. Foi apresentado à cantora Lauryn Hill, e tocou piano na faixa Everything Is Everything do primeiro álbum solo da cantora. Terminou a faculdade em 1999 e começou a compor suas próprias músicas e gravou dois álbuns independentes que eram vendidos em suas apresentações: "John Stephens" (2000) e "Live at Jimmy Uptown (2001). Ainda fez partipações em álbuns de cantores como Alicia Keys e Jay-Z.

Participou do grupo Outkast nos meados de 2005, Ele também colaborou com Slum Village na música Selfish (Top 100 nos EUA), música que Kanye West também participa. Legend participou do CD Late Orchestration de Kanye West, tocando piano ao vivo em Londres. Fez backing vocal em Encore de Jay-z, You Don't Know My Name da Alicia Keys , High Road do Fort Minor. 

Em 2005 cantou o clássico With You I'm Born Again com Mariah Carey no especial Save The Music. Seu irmão Vaughn Anthony também é cantor.Também participou do álbum How I Got Over (2010) do grupo de rap americano The Roots.

Em Dezembro de 2011 começou a namorar a modelo Chrissy Teigen. Eles se casaram no dia 14 de setembro de 2013, em Como, Itália. A música All Of Me foi escrita especialmente para sua esposa.


No Rock In Rio desse ano, ele fechou as apresentações do Palco Sunset no último domingo.

Com muita gente sentada nas proximidades do espaço secundário de shows, tudo só engrenou a partir de "Green light", oitava música da apresentação do cantor americano de 36 anos e quatro discos lançados.

Legend tem seus momentos piano, voz e suor (Ordinary People, por exemplo), mas quase sempre é escudado por uma boa banda.

Baixista, trompetista e saxofonista ajudam a dar aquele tom sensual (ui!) que um show de pop soul apaixonado pede. 

O final representa o que há de melhor no cancioneiro romântico de elevador. É tudo tão suave que chega a afugentar um ou outro ouvinte mais exigente. Chega a ser uma covardia com casais tocar Lay me Down, You & I e All of Me na sequência. Haja coração.

A última da noite foi "Glory".

Românticos também podem ser engajados, veja bem.







SYSTEM OF A DOWN


Anos de carreira, inúmeras críticas políticas, mil instrumentos no palco e influências até do Jazz compõem a bela mistura que é System of a Down, que fecha o 4º dia do festival, nessa quinta feira, e é perfeita pra quem gosta de rock pesado, mas que não chega a ser metal.

System of a Down (às vezes abreviado por SOAD ou System) nasceu em Glendale, Califórnia em 1992. É composta por Serj Tankian (vocais e teclados), Daron Malakian (guitarra, vocais), Shavo Odadjian (baixo) e John Dolmayan (bateria). O grupo é conhecido pelas letras de suas músicas, que possuem carga política pesada, o que trouxe fama ao grupo. Quando eu disse que eles usam mil instrumentos, não era brincadeira. Os integrantes são multi talentosos e utilizam grande variedade de instrumentos, incluindo guitarra barítona, mandolins elétricos, cítaras, violões de doze cordas entre outros instrumentos orientais.

Suas principais influências são as bandas mais antigas de Rock alternativo, como a canadense Nomeansno e, principalmente, Faith No More, no qual muitas músicas tem um estilo vocal e andamento/peso parecidos, o que indiretamente também os levou a terem influências do Heavy metal, Punk rock, Jazz, Fusion, música folk da Armênia, Rock, Rock clássico, Blues e Industrial.

A banda alcançou enorme sucesso comercial com o lançamento de cinco álbuns de estúdio, dos quais três estrearam no número um da Billboard 200. Além disso, o grupo já foi indicado para quatro Grammy Awards, e sua canção B.Y.O.B. (Bring Your Own Bombs) venceu o prêmio de Melhor Performance de Hard Rock em 2006.

A fase dourada do SOAD surge após o lançamento do álbum Toxicity, que estreou em primeiro lugar na Billboard, em 2001, e atingiu o topo das paradas no Canadá, inclusive na semana dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York. Permaneceu ainda assim no topo na semana dos ataques, embora sob fortes críticas políticas sobre o controverso single Chop Suey! que foi banido das rádios americanas devido à sua letra, pois tinha uma grande semelhança aos ataques que aconteceram. A canção, mesmo com a polêmica, foi indicada ao Grammy. Também em 2001 banda entra em uma multiturnê, chamada de Pledge of Alligeance, com Slipknot, Rammstein, Mudvayne, American Head Charge e No One, para promover o álbum Toxicity.

Em 2002, SOAD lançou o álbum Steal This Album!, cujo grande destaque foi a canção Boom!, cujo vídeo gravado em 2003, representava um protesto contra a guerra do Iraque feita pelos Estados Unidos, mostrando protestos contra a guerra em todo mundo, inclusive no Rio de Janeiro e São Paulo. Deu pra perceber que a galera gosta de alfinetar as atitudes dos EUA né?

Em 2006, a banda entrou em hiato por tempo indeterminado, mas eles sinalizaram que não era o fim da banda, apenas um tempo para que os integrantes pudessem focar um pouco mais nas suas vidas pessoais e em outros projetos.  Daron disse numa entrevista a MTV: "Não vamos acabar. Se esse fosse o caso não teriamos feito o [show no festival] Ozzfest. Após o Ozzfest, vamos fazer uma longa pausa e realizar os nossos próprios projetos. Como banda, temos estado juntos há mais de 10 anos, e eu penso que uma pausa seria algo saudável."

Durante o hiato cada um seguiu seu próprio projeto. Serj Tankian já fazia diversos poemas, sobre guerras, genocídio armênio. E como ele ganhou bastante tempo para seus projetos, decidiu lançar seu primeiro álbum solo em 2007, Elect The Dead, pela via Serjical Strike/Reprise Records, tinha vários singles como Empty Walls, Sky Is Over e Baby. Graças à sua voz poderosa, está em 26º na lista "Os 100 Melhores Vocalistas de Heavy Metal de Todos os Tempos", segundo a revista estadunidense Hit Parade, fez diversos shows pelo país, e mesmo depois da volta do SOAD, ele voltou a fazer novos singles e lançou dois novos álbuns solo.

Daron Malakian aproveitou o hiato para voltar a fazer seu projeto Scars On Broadway dessa vez junto á Dominic Cifarelli, Danny Shamoun, Jules Pampena e o baterista do SOAD John Dolmayan. Eles gravaram alguns singles em 2007 e lançaram-os em 2008 no primeiro álbum da banda Scars On Brodway. A banda fez diversos shows.

Shavo Odadjian seguiu sua carreira como DJ na banda de rap/hiphop Achozen, mas nenhum álbum foi lançado.

John Dolmayan ajudou Serj com alguns toques de bateria no seu álbum Elect the Dead, e foi baterista do Scars on Broadway no período 2007 a 2011. Em 2009, John participou de uma audição de testes para baterista do Smashing Pumpkins, porém ele não entrou na banda. Depois disso formou uma banda chamada "Indicator" que realizou apenas alguns shows e não lançou nenhuma música em versão de estúdio, apenas alguns vídeos gravados durantes as apresentações

O retorno do SOAD se deu em 29 de novembro de 2010. O retorno foi anunciado por meio de sua página oficial na Internet e os integrantes acabaram embarcando numa turnê mundial para o ano seguinte. Em 2011, apresentaram-se no último dia do Rock in Rio. No dia 24 de abril de 2015, a banda fez um show especial em lembrança aos 100 anos dos eventos do Genocídio Armênio em Erevan e que contou com mais de 50.000 pessoas, o show foi aberto ao público e transmitido pela internet. Este show foi o primeiro concerto da banda na Armênia. Ou seja, a banda está há quase 10 anos sem lançar nada e mesmo assim consegue lotar vários shows.



E fiquem ligados porque semana que vem o Rock In Rio termina e ainda tem mais uma postagem sobre ele vindo por aí!

Até mais!


Comentários
0 Comentários

Comentário(s)

Nenhum comentário:

Postar um comentário