0 Top 3 Reality Shows que pocê provavelmente não conhece, mas deveria

Olá pessoal,

Como minha coluna está sempre tentando trazer algo mais oculto das celebridades, a mesa redonda de hoje vai trazer alguns reality shows que vocês possivelmente não conhecem ou já ouviram falar mas nunca pararam pra tentar assistir.

(Se já conhecer, melhor ainda, aí você vai lá nos comentários e me diz o que acha dele, tá bom, darling?)

Eu nunca fui um grande fã de realities, mas ultimamente tenho assistido a alguns que mexeram bastante com o meu psicológico hahahahhah. Quero dizer, pra quem estava acostumado com Big Brother Brasil, descobri alguns realities que mostram um lado competitivo que realmente faz sentido, além de despir os participantes por completo e mostrar um verdadeiro lado sentimental e profissional deles. Coisa que a gente sabe que no Big Brother (ou n'A Fazenda) não acontece porque é tudo combinado. Nada contra quem assiste BBB, eu já assisti muito na minha vida, mas depois de conhecer outros realities você descobre que não faz sentido algum dar 1 milhão e meio de reais pra uma pessoa qualquer que fica presa dentro de uma casa. 

Resolvi colocar aqui apenas alguns realities que eu gostei bastante e que tem mais de uma temporada, porque existem VÁRIOS realities desconhecidos, de uma temporada só ou que não são muito interessantes. Eu estava tentando fazer um Top 5, mas como já falei do reality show Lucky Ladies no post passado, resolvi fazer um Top 3 pra também não ficar muito extenso.



3. AMERICAN INVENTOR





American Inventor foi desenvolvido por Peter Jones no Reino Unido e contou com a ajuda valiosa de vários produtores de American Idol, de onde veio a ideia do nome. Aliás, eles têm uma série de realities com nomes parecidos: American Chopper, American Gladiators, American Loggers, American Pickers, American Juniors  e por aí vai. Não são muito criativos pra nomes né?

A intenção do reality é despertar a capacidade científica e criativa ao criar uma competição para nomear o melhor inventor dos EUA. Assim, depois de semanas, os juízes escolhem uma invenção vencedora e a introduzem no mercado consumidor americano.

O programa tem duas temporadas. A primeira teve início em março de 2006 no canal americano ABC. Doze competidores e seus inventos foram escolhidos por 4 juízes de um grupo de centenas de pessoas que se candidataram com suas invenções. Os competidores foram divididos em 4 grupos de 3 e cada episódio do programa focava em um grupo apenas. Cada um deles recebia uma quantia de US$50,000 para melhorar a mesma invenção que fez com que o participante entrasse no programa. A eliminação era feita de modo que no final restasse apenas um de cada grupo. Os 4 finalistas trabalhariam, a partir de então, sozinhos num protótipo cedido por alguma empresa de tecnologia, assistidos por profissionais da mesma e sendo julgado por apenas um dos jurados. No último episódio, os finalistas teriam que filmar um comercial de 30 segundos onde apresentariam sua invenção para todo o território estadunidense, sendo votados pelos telespectadores. O vencedor recebe US$1,000,000, além de apoio empresarial, entrada no conselho empresarial da empresa, acesso facilitado a recursos tecnológicos, além de ter realmente seu produto testado e comercializado para venda no mercado consumidor americano.

O vencedor da primeira temporada foi Janusz Liberkowski, que inventou a Anecia Safety Capsule, um assento infantil de segurança para automóveis em formato de cápsula que se fecha em caso de acidente e protege o bebê.





Na segunda temporada, com início em junho de 2007, o bombeiro Greg Chavez foi premiado pelo seu Guardian Angel, um sistema de contra incêndio que pode ser instalado em árvores de natal. Ele é discreto, já que todos os seus periféricos grandes foram construídos em formato retangular, podendo ser embrulhados para parecerem presentes embaixo da árvore e o guicho fica no topo da árvore, num adorno com formato de anjo. Chavez, como bombeiro, relatou que os casos de incêndio nos EUA aumentam muito perto do Natal porque as pessoas têm o costume de montar árvore de natal perto da fogueira.




Eu achei incrível a pegada desse reality. Ele, além de ter um objetivo (não é coroar o melhor inventor, é trazer engenhocas funcionais e úteis para o mercado), estimula o apego à ciência, à tecnologia, à criatividade. O programa não é muito didático, até porque essa não é a intenção, mas você ainda pode aprender muita coisa com ele. É interessante ver também como pessoas simples como o bombeiro Greg pode utilizar-se de seu ganha pão para levá-lo a assinar com contrato com uma empresa de criação de sistemas de combate à incêndio. É esse tipo de reality que me cativa, no qual os participantes utilizam a própria experiência profissional para levá-los ao topo.






2. SURVIVOR



Esse aqui provavelmente você já ouviu falar. Decidi revivê-lo porque quase ninguém mais fala dele. ~~sad face~~

Survivor é reality show no qual  participantes são isolados em um local remoto onde devem prover para si mesmos comida, água, fogo e um abrigo enquanto competem por recompensas ou imunidade evitando, desta forma, que sejam eliminados da competição. O principal modo de eliminação é por meio de uma votação, onde os participantes de um grupo (tribo, como é chamado no programa) votam para que um participante seja retirado da competição. Todavia, vários participantes já foram retirados do programa devidos a lesões ou doenças potencialmente graves que ameaçavam a integridade física dos competidores. Os últimos dois ou três participantes enfrentam um júri formado pelos últimos sete, oito ou nove participantes eliminados, que têm a missão de decidir quem será o vencedor do programa, o merecedor do título de Último Sobrevivente e do prêmio de um milhão de dólares.

O formato do programa foi criado no Reino Unido em 1992 (sim, é bem velhinho) por Charlie Parsons, e sua primeira produção foi o programa sueco Expedition Robinson (Expedição Robinson) em 1997. Entretanto, é a versão norte-americana do programa que foi produzida e exibida em 2000 que ficou conhecida como a mãe dos realities shows devido ao seu pioneirismo na TV e pelos altos índices de audiência que conquistou nos Estados Unidos. É apresentado, desde seus primórdios, pelo repórter e apresentador Jeff Probst que, também, é um dos produtores executivos da série. 


Como você pode ver pela imagem, é um dos poucos reality shows que tiveram uma pegada internacional realmente abrangente, favorecendo sempre regiões tropicais. Foi gravado em vários países e esse foi o segredo de programa ter tido mais de 20 temporadas! Aqui vai um mapinha (um pouco desatualizado, sorry) simplificando tudo:





Durante o jogo, os participantes competem em tribos ou individualmente em provas. As provas consistem em competições de resistência, solução de problemas, trabalho em equipe, destreza e força de vontade, e geralmente trazem um tema ligado à edição atual. Um estilo comum de prova é uma corrida com obstáculos para coletar peças de um quebra-cabeças. As provas incluem também as famosas provas de comida nojenta (com comidas típicas locais), e testes de conhecimento sobre o local e sobre os jogadores em si.

O número de competidores iniciais varia a cada temporada podendo contar de 16 a 20 participantes a cada ciclo. Esses competidores são divididos em duas, três ou até quatro equipes chamadas tribos.  Dependendo da temporada, as tribos costumam receber um pequeno número de ferramentas com que poderão contar para sobreviver: comumente, recebem uma machadinha, cantis, e uma especial fonte de água feita para o programa. Esta fonte guarda uma água que os jogadores deverão ferver para beber, forçando as tribos a fazer fogo por si só ou ganhar como recompensa as ferramentas para fazê-lo. As tribos devem construir abrigos para se protegerem da flora, fauna e intempéries locais. Em algumas edições as tribos começaram com alguns alimentos (como arroz, milho ou mandioca) dados pela produção, enquanto em outras nenhuma ajuda foi dada.





Eu sou estudante de Relações Internacionais e tenho um pouco de gosto pelo lado geográfico da coisa, então imagina como eu era viciado nisso! Como disse anteriormente, foi um programa feito em vários países, então, além de poder contemplar paisagens e tals, era muito interessante poder entrar em contato com a cultura, música e culinária locais. Além do fato de que o reality REALMENTE submete os participantes à provas de resistência física e mental.

No Brasil, tivemos 4 temporadas do No Limite, inspirado no Survivor.









1. RUPAUL'S DRAG RACE




Olha, eu não tenho palavras para descrever esse reality, é de longe o meu favorito!

RuPaul's Drag Race é um reality shows competitivo com drag queens! ISSO MESMO, QUERIDAN! As queens competem a cada semana para decidir quem será a America's Next Drag SuperStar!

O programa foi idealizado pela rainha absoluta RuPaul (a.k.a RuPaul Andre Charles, sim o nome dele é RuPaul mesmo) uma das drag queens mais famosas dos Estados Unidos nos últimos anos. Durante toda a sua carreira, RuPaul gravou singles, discos, fez participação em filmes, shows, trabalhou como modelo, aparição em programas de TV, entre várias outras coisas.


RuPaul já fazia sucesso por suas apresentações em casas noturnas em Atlanta e Nova York nos anos 80. Ganhou notoriedade na TV a partir dos anos 90, quando se lançou na cena musical e lançou seu primeiro álbum Supermodel (Of The World), com o maior single de mesmo nome.


A partir de então, colocou o corpo e cara no sol pra fazer campanhas de roupas, guarda-chuvas, perfumes, maquiagem, perucas, etc.

Com quase 30 anos de carreira, ela era a drag superstar dos Estados Unidos. Mas, em meados dos anos 2000, MamaRu (como seus fãs a chamam) começou a ficar cada vez mais cansada da vida de drag. Se montar dá trabalho, consome tempo, dinheiro e energia num nível que RuPaul já não estava mais se sentindo satisfeita consigo mesmo. Na casa dos 40 anos já, MamaRu já estava sentindo que o corpo não duraria mais tanto fazendo mil performances e começou a fazer cada vez menos show. Começou a aparecer publicamente sem estar montada e chegou a dar entrevista dizendo que, dali pra frente, RuPaul só seria vista de drag quando estivesse sendo paga. Em 2008 decidiu que se aposentaria de vida do show business e resolveu criar um pequeno concurso de onde escolheria sua sucessora. O concurso foi batizado de RuPaul's Drag Race e deu tanta audiência, mas tanta audiência, que RuPaul largou de vez a vida dos shows e passou a dedicar-se exclusivamente ao programa, que teve sua primeira temporada em 2009 e já tem 8 temporadas, com contrato renovado para mais duas, no ano que vem. Os fãs da primeira temporada também deram uma força e fizeram apelos para que o programa continuasse no ar.

Cada temporada conta com a participação de 12 ou 14 drag queens, com exceção da primeira que conta com apenas 9. Elas competem, semana a semana, em desafios variados de costura, criatividade, canto, dança, interpretação teatral, improviso, stand-up comedy, entre outros, tudo para que elas possam demonstrar as 4 características que RuPaul procura: carisma, originalidade, coragem e talento.

Cada semana do reality é constituída de 4 partes: mini-desafio, desafio principal, desfile na runway e lipsync. No mini-desafio, elas competem em desafios simples que confere à vencedora uma pequena vantagem no desafio principal. Um mini-desafio famoso  que acontece uma vez por temporada é o The Library Is Open onde as queens são desafiadas a "ler" suas concorrentes e jogar um "shade" (veneno). Quem mais fizer RuPaul rir, ganha o mini-desafio.





O desafio principal consiste numa contenda mais complexa, geralmente envolvendo dança, desafios de canto, interpretação e afins. As queens são divididas em grupos e como cada uma tem um forte, sempre tem a fulana que não dança, a ciclana que não canta e a beltrana que não interpreta, sendo obrigadas a dar o melhor de si para fazer o que não sabem e não levar o grupo todo a baixo. E é isso que RuPaul quer, que as queens saiam de sua zona de conforto para surpreender os jurados. A roupa usada nos desafios também é feita pelas queens. O desafio principal mais esperado em todas as temporadas é o Snatch Game. Nele, as queens tem que incorporar alguma personalidade famosa e participar de um jogo onde responde algumas perguntas. O objetivo não é acertar a pergunta, mas sim ser bem engraçado na resposta, usando referências da personalidade que foi escolhida. É no mesmo formato do Jogo dos Pontinhos, exibido no Programa Silvio Santos. Você pode conferir um Snatch Game aqui (vídeo em inglês e sem legenda, bolsa FISK required, tem outros com legenda, só procurar, mas esse é HD, meu amor :D).

Logo depois tem o desfile pela passarela (runway). Na maioria das vezes, o desfile tem um tema e a queen tem que criar uma roupa naquele tema, porém sem perder seu próprio estilo. Logo após, as queens ouvem dos jurados as críticas relacionadas à performance de cada uma no desafio principal (mesmo se elas realizaram o desafio em grupos) e críticas em relação ao design e execução das roupas apresentadas na runway. A bancada é composta por RuPaul ao centro, com dois jurados técnicos fixos durante toda a temporada e mais dois jurados convidados que mudam a cada episódio.







Durante as temporadas 1 e 2, os jurados fixos eram Santino Rice (finalista do reality show Project Runway) e Merle Ginsberg (jornalista de moda). Durante as temporadas 3, 4, 5 e 6, Merle foi substituída por Michelle Visage. Na 7ª temporada, Santino foi substituído por Carson Cressley, do programa Queer Eye for The Straight Guy. Na temporada All Stars, Ross Mathews entrou no lugar de Santino Rice. Várias personalidades já passaram pela bancada de RuPaul como LaToya Jackson, Kelly Osborne, Adam Lambert, Chaz Bono, Demi Lovato e Ariana Grande.

Depois de ouvir as críticas, RuPaul salva as queens que se saíram bem no desafio e na runway, anuncia quem venceu o desafio e seu prêmio e sempre deixa duas para o final. Essas duas devem fazer uma performance onde dublam uma música escolhida pela produção (elas são informadas qual é a música previamente) e provam para RuPaul que ainda merecem ficar na competição.





Alguns dos lipsyncs tem os momentos mais icônicos do programa, como quando a queen Roxxxy Andrews, ao som de Whip My Hair, da Willow Smith, troca de peruca no meio da performance. Até MamaRu fica chocada.




Pra você entender melhor como funciona os lipsyncs fiz um top 5 dos melhores de todas as temporadas. DE NADA :) (Só clicar no nome da música pra assistir)

Alyssa Edwards x Roxxxy Andrews - Whip My Hair, de Willow Smith
Jinkx Monsoon x Detox - Malambo No. 1, de Yma Sumac
Alyssa Edwards x Coco Montrese - Cold Hearted Snake, de Paula Abdul
Dida Ritz x The Princess - This Will Be (An Everlasting Love), de Natalie Cole
Raven x Jujubee - Dancing on My Own, de Robyn

Depois disso, MamaRu diz Shantay, you stay pra aquela que fica e Sashay away pra aquela que vai embora da competição.

O programa fica em média 2 a 3 meses no ar até a coroação da América's Next Drag Superstar, que ocorre no último episódio.

O reality é muito conhecido dentro da comunidade LGBT e famoso por ter criado vários bordões como:

"If you can't love yourself, how the hell you're gonna love somebody else?" - RuPaul

(Se você não consegue se amar, como amará uma outra pessoa?)


"Can I get an amen?" - RuPaul

(Posso ouvir um amém?)


"Gentleman, start your engines and may the best woman win!" - RuPaul

(Senhores, liguem seus motores e que a melhor mulher vença!)


"Not today Satan, not today." - Bianca del Rio, season 6

(Hoje não satã, hoje não.)


"Water off a duck's back." - Jinkx Monsoon, season 5

(O que vem de baixo não me atinge.)


"Where my people at?" - Roxxxy Andrews, season 5

(Cadê a minha galera?)


"Get those nuts away from my face!" - Latrice Royale, season 4

(Tire essas "coisas" da minha cara!)


"I will read you to filth!" - Jujubee, season 2

(Vou te ler até você ficar imunda!)


"The shade, the shade of it all!" - RuPaul

(O veneno, ó o veneno!)



UFA, espero que eu não tenha escrito muito. hahahah O motivo de eu gostar tanto desse reality é que ele quebrou tantos preconceitos que eu tinha bem na minha cara e eu passei a repensar várias coisas da minha vida ouvindo as histórias de superação das queens. Em primeiro lugar, é louvável um programa que dá voz a uma minoria tão oprimida. Em segundo lugar, é essencial para mostrar a diferença que nem sempre é clara na cabeça das pessoas entre drag queen e travesti, por exemplo. Muitos acham que é a mesma coisa, MAS NÃO É! Se alguém diz que faz drag ou que é drag, muitos já pensam que vão encontrá-lo na esquina e tals. Ser drag é uma PROFISSÃO! Ser drag é incorporar o estereótipo feminino para cantar, dançar, fazer comédia... é como qualquer outro artista! 

Eu tinha muito preconceito com drag queens, mas o programa me permitiu ver que elas são acima de tudo humanas e nos possibilita ver o quanto elas sofrem com todo esse preconceito que às vezes fazemos questão de propagar. 

Elas contam várias histórias da vida delas, de quando foram abandonadas pelos pais, de quando descobriram que tinham HIV e nem por isso desistiram de lutar, de quando foram vítimas de homofobia e quase morreram... eu comecei a pensar que, por causa do fato de que eu não sabia que drag queen era uma artista com um coração e por não querê-la bem, eu estava contribuindo para a própria homofobia.

Não estou dizendo que não devemos respeitar o travesti, mas como estamos falando de drag, estou me referindo aquela que vai fazer você rir em cima do palco e vai sair dele e retirar as perucas, roupas e maquiagem e vai ser como você. Aliás, ela já é, ela é humana como a gente. 

E como eu disse quando estava falando de American Inventor, gosto daquele tipo de reality que premia porque a pessoa merece. RuPaul coloca em cheque aquilo que quem se sujeita a participar dele está acostumado a fazer, é a própria experiencia pessoal e profissional que vai levar fulano ou ciclano ao topo! E isso é muito mais válido do que entregar 1 milhão e meio pra alguém que só ficou confinado.

Resumindo um pouco disso, o pessoal do BuzzFeed fez uma postagem com as 22 lições de vida mais importantes do reality. Você pode conferir aqui.

Nossa, que maratona, tô até emocionado aqui. Recomendo a todos que pelos menos pesquisem mais sobre os realities que sugeri nessa postagem. RuPaul's Drag Race está disponível no Netflix, então já ajuda bastante. 

Tem alguma opinião sobre algum dos realities? Já viu algum deles? Tem curiosidade de conhecer mais algum reality desconhecido? Fala comigo nos comentários! :)

Beijos e até a próxima!
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