0 Tapete Vermelho: Especial Rock In Rio PT. III

Olá pessoal!

Chegamos à ultima postagem do nosso especial Rock In Rio!

O final de semana que fechou a edição de 30 anos do festival foi marcado por shows memoráveis. No sábado, a banda australiana Sheppard, apesar de ser pouco conhecida, conseguiu divertir o público. Sam Smith destilou seu vozeirão com aquele tom diferente e conquistou os fãs de Rihanna, a principal atração do dia. No domingo, AlunaGeorge, assim como Sheppard, levantou o astral da galera e aqueceu os ânimos para que pudessem receber o show colorido de Katy Perry.

Na última postagem do nosso especial Rock In Rio, falarei um pouco mais de Sam Smith, comentarei apenas o show da Rihanna (já que já temos postagem só sobre ela, que você pode conferir aqui), e também falarei sobre Katy Perry.





SAM SMITH


Fofo, carismático, um tanto quanto tímido e dono de um vozeirão de tons nasalados, Sam Smith foi a grande aposta de 2014 e roubou lindamente a cena na premiação no Grammy desse ano ao levar 4 gramofones para casa. Seu destaque foi tanto que ele foi um dos primeiros cotados para o Rock In Rio desse ano e um dos primeiros confirmados.

Samuel Frederick Smith nasceu na cidade inglesa de Bishop's Stortford em 19 de maio de 1992. Mudou-se para a cidade de Primrose Hill onde passou grande parte da infância e adolescência e trabalhou em sua loja local em St. John's Wood. De volta a Bishop's Storford, ele foi para escola St. Thomas More Primary e estudou na St. Mary's Catholic School. Sam é um ex-aluno da Youth Music Theatre UK e estrelou em 2007 na produção da mesma "Oh! Carol". Estudou por vários anos canto e composição com a vocalista e pianista de jazz Joanna Eden. Sam é primo de Lily Allen (o talento vem de família, né?) e do ator Alfie Allen, o Theon Greyjoy da série Game of Thrones.

A família de Sam já foi alvo dos holofotes bem antes da fama do cantor, mas por outros motivos. O jornal Daily Mail informou, em 2009, que Kate Cassidy, mãe de Sam, estava processando seus empregadores (um banco inglês) em 1,5 milhão de libras, alegando que tinha sido demitida injustamente. Segundo os chefes, ela estava gastando muito tempo da empresa "ajudando seu jovem filho Sam a alcançar o sonho de ser um pop star". Ele tinha 16 anos.



Sam Smith é um produto da indústria "featuring". Suas duas primeiras aparições foram em singles de outros artistas. Latch, do duo Disclosure e La la la, do cantor Naughty Boy, que situaram-se na sétima e primeira posições da UK Singles Chart, respectivamente. Smith afirma em entrevistas que adora fazer participações e que elas são importantes para suas próprias composições. Ficou conhecido, porém, por Stay with Me que ficou entre os Hot 100 da Billboard. Em dezembro de 2013, Smith foi indicado ao Critics' Choice Award do Brit Awards e a Sound of 2014 da BBC; consagrando-se vencedor em ambos. Seu álbum de estreia, In the Lonely Hour, foi lançado em 26 de maio de 2014 através da Capitol Records. Lay Me Down e Money on My Mind foram lançados como singles de avanço.

Sam já deu várias entrevistas, nas quais, fala que Lady Gaga é sua maior inspiração, segundo ele, foi a cantora que deu forças para que continuasse no mundo da música. Suas conterrâneas Adele e Amy Winehouse também são descritas como sendo suas cantoras favoritas. Citou também a cantora Britney Spears como inspiração com seu álbum Blackout, lançado por ela em 2007. Outra cantora que é fonte de inspiração para Sam é Christina Aguilera. Ele disse no red carpet do Grammy que havia escutado todo o álbum Stripped antes ir para a premiação. Outras cantoras que Sam Smith disse gostar é Beyoncé, Mariah Carey, Chaka Khan e Whitney Houston.

Sam é assumidamente gay e não tem nenhum problema em deixar isso claro. O anúncio veio quando do lançamento de In The Lonely Hour ao declarar que as músicas foram compostas depois que um rapaz partiu seu coração. Ele corroborou no discurso que fez ao receber sua última premiação no Grammy. Smith disse: "Muito obrigado por ter quebrado meu coração, porque você me deu quatro Grammy's". A ironia é que o homem que partiu o coração do cantor não sabia que o álbum era sobre ele. "Eu contei uma semana antes do lançamento do disco. Foi como um desfecho para mim", afirmou Smith.

As comparações com Adele não cessam. Artista pop de voz soul com letras sobre desilusões amorosas? Sim. Compatriotas? Sim. Estrelas meteóricas? Sim. Estilos parecidos? Sim. Mas outra coisa reforça as comparações entre Sam Smith e Adele: ele também usou compositores que trabalharam com Adele — Eg White e Fraser T. Smith, que contribuíram no disco In The Lonely Hour, e também em 21, da Adele. Apesar das comparações, os talentos dos dois artistas são inegáveis e ambos merecem o estrelato que conquistaram.

Recentemente, virou pública a informação de que Sam Smith teria que dividir os royalties de composição com o americano Tom Petty pelo single de sucesso Stay With Me, depois que ouvintes notaram similaridades entre a faixa e a canção "I Won't Back Down", clássico de 1989 da banda Tom Petty and The Heartbreakers.

No Rock In Rio, Sam conseguiu agradar mesmo quem não foi para vê-lo. Abriu o show com I'm Not The Only One e recheou o repertório com covers de Amy Winehouse, Elvis Presley, Marvin Gaye e Chic. Afinal, o britânico não tem muito material para poder trabalhar, pois só tem um álbum. Carismático, interagiu com público algumas vezes, contou que a vida dele mudou depois que seu coração foi partido 3 anos atrás e que tudo que ele tem hoje ele deve aos fãs. Eu mesmo estive no show e posso dizer que me emocionei várias vezes.

Logo após o show, Sam curtiu o show de Rihanna na área VIP em frente à grade junto de Cara Delevingne e Monica Fenty, mãe de Rihanna. Caiu nas graças da festa que Rihanna deu após o show e só voltou para o hotel Fasano às 7h da manhã, visivelmente embriagado. É, parece que ele curtiu o Brasil. Mais imagens do show dele podem ser conferidas no instagram dele. @samsmithworld







RIHANNA


Nesse post me reservarei ao direito de apenas fazer alguns comentários sobre o show mais esperado do Rock In Rio. Isso porque, já temos uma postagem sobre a Riri aqui no blog, que você pode conferir clicando aqui.

O dia 26 foi o primeiro dia do Rock In Rio que esgotou, tudo por causa do anúncio de que quem fecharia a noite seria Rihanna. Depois do atraso de 2 horas no show de 2011, Roberto Medina chegou a dizer que Rihanna jamais pisaria no Palco Mundo novamente. Todos sabemos que seria suicídio da parte dele manter Rihanna fora do festival.

Como fã dela que esteve ao show, me sinto na obrigação de comentar alguns pontos.

Um ponto que tem causado muita polêmica foi seu figurino, acusado de ser estranho. A apresentação da Rihanna tem a ver com religião, que faz parte da cultura de Barbados. Rihanna estava vestida de Oxum, a única Orixá que usa roupas douradas, pelo ouro. As dançarinas de branco, eram suas filhas. Oxum é das águas doces, rios e cachoeiras, a espuma do palco fez referência a espuma que é feita na queda d'água da cachoeira, onde normalmente são feitas as oferendas. A roupa foi tão criticada que chegou a ser comparada a barracas de camping, sacolas de supermercado, capas de automóveis, capas de chuva, cortinas, entre outros itens.



Como não estava em turnê propriamente dita, o palco não tinha mil apetrechos, decorações nem muitos equipamentos. Era a Riri, suas dançarinas, as backing vocals e a banda. Tudo para um show simplista. A setlist foi vazada poucas horas antes do show. E imaginava-se que seria um show longo: 25 músicas, sendo quase todas os maiores sucessos da cantora. Duas horas, no mínimo.

O show atrasou 30 minutos e durou cerca de 70 minutos. Riri parecia com pressa. Começou com Rockstar 101, hit que não foi tão hit assim. A partir daí foi uma sucessão de hits da cantora, todos cantados pela metade e sem pausa. Isso irritou muita gente, pois músicas de peso dela como Only Girl e Rude Boy acabaram antes que a galera pudesse fazer coro.


Desde o início, Rihanna já parecia bem mais sóbria do que em 2011 e imaginava-se que ela já iria interagir mais com o público. E assim ela o fez, principalmente nas sessões acústicas, onde cantou  Unfaithful, Love The Way You Lie, Take a Bow, Cold Case Love, FourFiveSeconds, Stay e Diamonds por inteiro e levou o público ao delírio.  Tais sessões foram mais intimistas; a cantora levou o microfone para a passarela e, mais perto do público, os emocionou com suas letras melosas. Diferentemente de 2011, Rihanna estava com um pouco mais de fôlego e conversou mais com o público, elogiou os fãs e brincou com itens que jogaram no palco. Dessa vez, teve mais dança, principalmente em Where Have You Been e Bitch Better Have My Money.

Falando nessa última música, foi com ela que o show foi fechado e foi com chave de ouro. O público esperava tanto essa música que, no refrão, vários dólares falsos, com o rosto de Riri foram jogados para cima. O público delirou quando a música começou e ela delirou mais ainda quando viu os dólares que tinha caído no palco.

Você pode conferir o desfecho do show da Rihanna aqui:



As opiniões sobre o show, no geral, foram divergentes. Houve muitos elogios, pessoas falando que o vocal dela melhorou muito, que ela estava mais sóbria, que a setlist estava mais interessante e afins. Mas também choveram reclamações, pessoas que afirmaram que esperavam mais pelo show dela, de que foi frio, de que ela não se movimenta muito no palco e afins.

Eu, como fã, que estive no show, tenho uma opinião: o show perfeito seria uma combinação do de 2011 com esse. No outro Rock In Rio, Rihanna tinha uma setlist mais consistente (pois estava em turnê), cantou todas músicas por completo e o show durou bem mais. No de 2015, ela estava mais sóbria, interagiu com o público, estava com mais fôlego e dançou mais. Eu mesmo esperava um pouco mais do show, mas dou-me por satisfeito por tê-la visto de pertinho.

Rihanna apresentou a mesma setlist em um show ontem, 29/09, em Santiago do Chile.








KATY PERRY


Cor, cor e mais cor! Katy Perry é um camaleão quando se trata do seu estilo! Sempre aparecendo na mídia com cores de cabelo diferentes e devido às suas duas últimas turnês serem BASTANTE produzidas, cor é uma palavra que Katy Perry conhece muito bem. Também conhecida por não conseguir impressionar num show ao vivo e por nunca ter levado um grammy pra casa, Katy Perry te ganha pela produção e pelo carisma! Únicos, diga-se de passagem.

Katy passou pela mão de alguns produtores e teve vários álbuns cancelados antes de atingir o estrelato.

Katheryn Elizabeth Hudson nasceu em Santa Bárbara em 25 de outubro de 1984. É filha de um casal de pastores evangélicos, começou sua carreira cantando em igrejas. Quando era criança, ela ouvia apenas música gospel e era proibida de ouvir outros estilos musicais, chamados por seus pais de "músicas seculares". Ela participava de escolas dominicais e acampamentos religiosos, chegando a fazer aulas de dança em um salão em Santa Bárbara, onde aprendeu a dançar swing, Lindy Hop e jitterbug. Segundo a cantora, ela competia musicalmente com sua irmã mais velha porque queria "copiar sua irmã e tudo o que ela fazia" e devido a isso, praticava seu canto com fitas cassetes, que eram frequentemente roubadas por Katheryn para treinar. 

Sua primeira aparição na indústria musical foi em 2001, ao lançar um álbum de música gospel intitulado Katy Hudson (mesmo nome artístico usado por ela na época), e que apesar de ter sido um sucesso com a crítica profissional, o álbum vendeu apenas 200 cópias e sua produção de cópias foi cancelada devido ao fechamento da Red Hill Records, gravadora responsável pela produção do álbum.

Após mudar seu nome artístico para Katy Perry e seu estilo musical para o pop-rock, ela conheceu o produtor Glen Ballard e assinou com a Island Def Jam Records em 2004, gravando um álbum chamado (A) Katy Perry, mas que foi cancelado antes de seu lançamento. Em 2005, ela assinou contrato com a Columbia Records e gravou com o grupo The Matrix um álbum com o mesmo nome; alguns dias antes de seu lançamento, o álbum também foi cancelado.

A cantora assinou com a Capitol Records em 2007 e, no ano seguinte, finalmente lançou seu primeiro álbum de estúdio de música pop e pop rock, One of the Boys. O primeiro single do álbum, I Kissed a Girl, ficou na primeira posição das paradas musicais de vários países, tornando-o o primeiro hit de sua carreira, apesar de tornar-se mundialmente polêmica.  Perry foi criticada pelos profissionais devido à seus temas polêmicos abordados em One of the Boys. A canção Ur So Gay, onde a cantora compara o estilo emo exagerado de seu ex-namorado à homossexualidade, foi má recebida devido a alegações de homofobia por causa do refrão que diz "Você é tão gay e você nem mesmo gosta de garotos". Diferentemente desta, I Kissed a Girl, que fala sobre o beijo entre duas garotas, foi criticada pelos cristãos e moralistas por "promover a homossexualidade".

O segundo single do disco, Hot n Cold, também obteve um bom desempenho nas paradas musicais de diversos países. Ainda desse mesmo álbum, Perry lançou sua terceira canção de trabalho, intitulada "Thinking of You", e também o quarto e último single, chamado "Waking Up in Vegas".

Teenage Dream que veio em 2010, gerou seis singles, California Gurls, Teenage Dream, Firework, E.T., Last Friday Night (T.G.I.F.) e The One That Got Away. As cinco primeiras alcançaram o topo da parada Hot 100 da Billboard, tornando Teenage Dream o segundo álbum da história a conseguir tal feito e convertendo Perry na única mulher em 53 anos da parada musical a alcançar tal marca - e a segunda artista após Michael Jackson, o primeiro e até então único cantor a emplacar cinco canções de seu álbum Bad no primeiro lugar, em 1987. Além disso, quando "E.T." permaneceu no primeiro lugar do gráfico em 12 de abril de 2011, Perry se tornou a primeira artista da História a passar um ano inteiro, 52 semanas consecutivas, no top 10 da principal parada da Billboard. Foi com a turnê California Dreams que ela se apresentou no Rock In Rio de 2011.

Perry está em turnê com seu mais recente álbum Prism, na Prismatic World Tour. Inclusive o show do Rock In Rio 2015 fez parte da turnê. Katy abriu o show com Roar, e assim como o rugido do refrão, veio também uma onda de gritos de crianças e adolescentes. Foi o dia em que os pequenos invadiram a Cidade do Rock. Os pais pouparam as cordas vocais, mas pulavam junto na mesma intensidade. "Todo mundo que diz ser amante da música deveria aprender com vocês. Vocês têm algo realmente especial", agradou a cantora. Katy voltou com luz própria, cintilando em cores neon, pulando corda e trocando de figurinos em atos grandiosos. Para compensar a voz que ainda desafina em alguns momentos, a cantora faz de sua nova turnê um grande circo, mais moderno do que a anterior, mas ainda milimetricamente coreografado. Teve cavalo mecânico articulado em Dark Horse, dançarinos vestidos de gatos que sapateavam em Hot N Cold, e emojis infláveis sobre a plateia em This is How We Do. Tudo é muito pop, e, como dizem, "tendência". Sabendo disso, ela até desfila em versão felina cantando Vogue, de Madonna. Com grandes alegorias no palco, a apresentação da cantora, no entanto, era quase infantil e adocicada. Diferente da concorrente, e amiga, Rihanna, que fechou a noite anterior, não há muito espaço para sensualidade, mesmo ao cantar I Kissed a Girl.



É isso pessoal! Espero que tenham gostado do especial Rock In Rio!

Infelizmente, não pude falar sobre todos e nem pude falar muito dos que falei por causa de espaço e tempo. Tenho também que dar espaço aos outros colaboradores e falar sobre todo mundo iria demandar um tempo que eu não tenho. :( Além disso, falar muito sobre cada um deixaria o post super cansativo! 

Se vocês quiserem saber mais sobre a vida de algum desses que falei durante todo o especial (você pode conferir a parte I clicando aqui, e a parte II, aqui), só comentar aqui embaixo que eu farei um post especial sobre ele! Aproveita para dizer também qual foi o melhor show do Rock In Rio na sua opinião!

Até mais!


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