0 Resenha de livro - Grande Magia









Quando faltavam 20 páginas para acabar o livro, coloquei meu laptop pra carregar porque sabia que simplesmente precisaria escrever assim que terminasse de ler Grande Magia. Eu não queria esquecer nada!

Não é segredo que tenho um fascínio pela Elizabeth Gilbert. Sim, ela é a autora de ‘Comer, Rezar, Amar’, que acabou virando filme com a Julia Roberts e divide muito as opiniões. Alguns idolatram, outros odeiam.

Eu acho que é um ótimo livro. Mas, pra mim, a obra prima dela mesmo é a 'Assinatura de todas as coisas', tem resenha aqui, que é um dos meus livros favoritos da vida.

Além dos livros, sou absolutamente viciada nas duas TED talks que Gilbert apresentou. Ambas falam sobre criatividade e escrita e sempre que eu preciso de uma forcinha, um fôlego extra, uma inspiração eu corro lá pra assistir essas palestras e me surpreendo e acho incrível como se estivesse vendo pela primeira vez.

Há pouco tempo, comecei a seguir a Gilbert no Instagram (@elizabeth_gilbert_writer) e descobri que ela estava lançando um novo livro: Grande Magia – Vida criativa sem medo. O título foi o suficiente pra me deixar ávida pelo livro.

Como as pessoas que me conhecem já sabem, eu amo escrever. Amo, amo, amo. E uma das coisas que mais gosto de estudar e ler sobre é justamente escrita criativa. Vivo caçando na internet artigos e dicas relacionados ao tema e tentando pensar nesses tópicos quando estou colocando alguma história no papel. Isso é algo que me provoca um prazer extremo e me faz querer bater a cabeça na parede algumas dezenas de vezes quando penso que realmente poderia ter investido nesse sonho lá na época do vestibular (algo que super mudou depois de ler esse livro e vocês logo vão saber porque).

Enfim, isso tudo é pra contar que, pra mim, esse livro tem um propósito muito óbvio: ajudar os leitores a compreenderem como aplicar da melhor forma sua criatividade e aprenderem a superar os medos e a ansiedade do processo criativo.

Gilbert deixa claro que o livro não pretende ajudar só quem quer escrever, mas sim exercer qualquer tipo de tarefa criativa, seja ela pintura, jardinagem, cerâmica, ou qualquer outra. Ou seja, basicamente quer ajudar o povo de humanas a fazer miçanga.

Hahaha

[Se você não conhece essa página,morra de rir clicando aqui]

Gilbert agrupa suas ideias em 6 capítulos chamados Coragem, Encantamento, Permissão, Persistência, Confiança e Divindade.

Nestas seções, ela aborda as variadas dificuldades que se apresentam no processo criativo e sugere dicas para superá-las de maneira eficiente e, principalmente, leve.

Acho maravilhoso o ponto de vista de Gilbert sobre o quão terrível é essa ideia de que o processo criativo tem que ser angustiante e pesaroso, como se só um autor, pintor ou compositor em profunda depressão e tormento pudessem produzir algo de qualidade. Essa foi uma ideia drasticamente difundida entre aqueles que trabalham com artes ao longo dos séculos e, ainda hoje, há aqueles que acreditam que bons resultados criativos só surgem de mergulhos no abissal do poço da vida.

Gilbert discute o tema apresentando uma nova abordagem. Um artista não é bom em razão de seu sofrimento. Ele é bom apesar de seu sofrimento.

Outro ponto muito interessante tratado por Gilbert é a persistência. Gilbert não se formou em inglês, ou literatura ou mesmo escrita criativa. Ela estudou Ciência Política na Universidade de Nova York. Não fez mestrado e nenhum tipo de pós-graduação e aprendeu o que sabe sobre escrita lendo seus autores favoritos e treinando horas e mais horas tentando produzir algo meramente parecido. Além disso, até que seu livro de maior sucesso, 'Comer, Rezar, Amar', realmente virasse um fenômeno Elizabeth Gilbert nunca abandonou seus empregos tradicionais. Ela já foi cozinheira, garçonete e muitas outras coisas.

Com isso ela dá uma lição interessante. Não importa se você não foi oficialmente ensinado ou diplomado. Vá lá e faça. Quando se trata de tarefas criativas, não há nada mais importante do que “colocar para fora” e, em algum momento, algo realmente bom vai surgir.

Não importa se o seu “day job” é algo totalmente diferente, entediante e que não contribui para a sua criatividade, você tem todos os outros momentos para se dedicar àquilo que realmente lhe proporcionar algum prazer e satisfação. Acorde uma hora antes ou durma uma hora depois, utilize o horário do almoço ou o tempo que gasta em outras atividades supérfluas e aplique totalmente na sua arte.

Não é desculpa se você não tem um diploma e se você não faz profissionalmente, você deve investir seu tempo naquilo que realmente ama fazer. Como diz uma amiga minha, a gente tem que trabalhar, mas a nossa energia vital tem que ir para aquilo que amamos. Gabi <3

Eu admito que o livro me abriu os olhos para o tanto de mimimi que passa pela minha própria cabeça.

“Não tenho tempo pra escrever porque trabalho”

“Não sou boa porque nunca fiz um curso de escrita criativa”

“Não posso escrever porque só algumas pessoas especiais no mundo merecem usar esse dom”

Chega! Não interessa! Eu não vou mais me ouvir dizendo isso pra mim mesma. Não, eu não vou escrever o próximo grande romance do século, mas eu vou escrever. Qualquer coisa. Só porque eu amo e me sinto bem.

E isso é tudo o que importa!

Recomendo Grande Magia pra todos que querem uma leitura leve, divertida e que precisam definitivamente aprender a aplicar seu tempo livre nas atividades que seus corações escolherem.

Pra dar aquele primeiro impulso, vejam as TED talks maravilhosas da Gilbert:









Beijos!
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